o sol desenha mapas de desejo,
e o suor escorre como mel dourado,
trilha úmida que eu quero seguir.
Cada gota é um convite à perdição,
escorrendo pelos vales do peito,
desenhando curvas que a mente vê,
mas a pele grita o que o olhar não diz.
A salinidade beija a minha boca,
sabor de vida, de fogo e de instinto,
quando nossos corpos se encontram,
o suor é o líquido sagrado.
Ele brilha sob a luz tênue,
mapa de uma noite sem fim,
onde o atrito gera chama,
e a pele, mapa do nosso pecado.
Não há roupa, nem distância,
apenas o toque, o calor, a sede,
o suor que une duas almas,
numa dança lenta e desesperada.
Deixa que a umidade nos envolva,
que a pele grude na minha pele,
e nesse jogo de transpiração,
perdamos a noção do tempo.
Cada gota cai como promessa,
de um amor feito de carne e alma,
onde o suor é a linguagem muda,
do prazer que nos consome e nos salva.
❦
Cléia Fialho

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