O quarto barato cheirava a pecado.
As paredes descascadas refletiam o som dos gemidos brutos que explodiam sem piedade.
Ele a empurrou contra a mesa, copos caíram e se quebraram, mas nada interrompeu a fúria.
Sua boca percorreu cada centímetro, mordendo, rasgando, invadindo.
Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas, saliva escorrendo, gemidos sujos que ecoavam como trovões.
O colchão rangia, marcado por suor e violência, mas ela não parava: exigia mais, exigia tudo, até o limite da carne.
Ele a virou contra o espelho, o reflexo mostrava corpos em guerra, luxúria sem freio, prazer devastador.
Cada estocada era brutal, cada gozo uma explosão que incendiava o motel inteiro.
Ela, em transe, mordia, arranhava, gritava, usando-o até implorar. Não havia ternura, não havia pausa — só luxúria explícita, só pecado repetido.
No quarto abafado, entre gemidos e estilhaços, eles eram maldição e perdição, vício e sentença, fogo e destruição.
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