Fulgor do cárcel
Silhuetas dos corpos
Ósculos sabor de mel.
Na penumbra dos lençóis,
o desejo acende estrelas,
e a noite, lenta e febril,
desfaz as últimas cautelas.
Teus olhos — brasas quietas —
arderam dentro dos meus,
como luas clandestinas
em céus secretos e teus.
Nossas mãos, aves sem rumo,
buscaram abrigo e calor,
entre suspiros tão fundos
e promessas feitas de amor.
E o tempo, rendido ao instante,
calou relógios e dor,
deixando apenas na pele
o perfume doce da flor.
❦
Cléia Fialho


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