Em meio às tramas da inquietação,
quando o peito parece um novelo apertado
e os pensamentos se embaraçam
como fios sem direção,
há uma força que desperta —
silenciosa, firme,
nascida do cansaço
que se recusa a desistir.
A adversidade chega áspera,
rasga certezas,
desfia sonhos,
sopra ventos contrários.
Mas nossas mãos aprendem.
Recolhem os fios soltos,
entrelaçam quedas e recomeços,
transformam dor em linha resistente,
medo em ponto reforçado.
E, ponto a ponto,
vamos tecendo a nós mesmos —
não como éramos antes da tempestade,
mas maiores,
mais densos,
mais conscientes da própria força.
A superação não é um salto,
é um tear paciente,
onde cada cicatriz
vira desenho.
E assim, da inquietação,
nasce a nossa própria tapeçaria:
imperfeita, viva,
e extraordinariamente nossa.


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