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segunda-feira, 27 de abril de 2015

FOGO E MORDIDA




Desejos que não dormem, 
roem a carne viva,
um ardor sem trégua, 
língua de fogo lambendo a virilha do pensamento.

domingo, 26 de abril de 2015

CORPOS ENTRELAÇADOS




Certas sensações desabrocham na pele
o arrepio se espalha, 
me obriga a roçar,
envolvendo corpos num jogo de fome e mordida,

sábado, 25 de abril de 2015

A LÍNGUA DESENHA CAMINHOS




Que nossos corpos sigam em sintonia brutal, 
pele contra pele,
sudorese misturada, 
ofegante, 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

SUOR E SABOR




Nossos corpos se devoram num frenesi
línguas traçam caminhos de fogo nas dobras da pele,
mãos apertam carne viva
deixam marcas de posse e luxúria.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

BRASAS SOB A PELE - Capítulo II




O GOZO QUE CONFESSA

Ela vira o rosto na almofada incandescente. 
As sílabas trêmulas ainda estão lá, presas no tecido, queimando sem resposta. 
O corpo exausto treme com a ausência da palavra dele. 
O Amante respira pesado contra suas omoplatas, o coração martelando nas costas suadas. 
A mão calejada desce devagar pela coxa manchada de porra seca. 
Os dedos encontram a entrada ainda inchada, encharcada. 
Esfregam devagar, circulares, espalhando a umidade. 
A respiração dela prende. 
O pau semi-rígido endurece contra as nádegas. 
Os dedos dele afundam na carne, e o silêncio começa a pegar fogo.

O Amante a vira de costas num movimento só. 
As costas dela batem nos lençóis que ainda guardam o calor das brasas, e os olhos dele queimam na penumbra, duas brasas que não se apagam, cravadas no rosto dela. 
A mão calejada segura o queixo, firme, e ele inclina a cabeça. 
A boca encontra a boca. 
A língua invade, quente, grossa, enroscando na língua dela com uma fome que renasce das cinzas. 
A saliva escorre, quente, pelo canto dos lábios, descendo pelo queixo enquanto os dentes dele mordem o lábio inferior, puxam, soltam, e a boca volta a sugar. 
Ela geme dentro do beijo, um som rouco que vibra na garganta. 

As mãos dele apertam os seios. 
Os dedos encontram os mamilos endurecidos, torcem, puxam, e a ponta dos dedos calejados arranha a pele sensível. 
Ele desce a boca pela garganta dela. 
A voz rouca quebra o silêncio: "Vou te dar a resposta." Os lábios roçam a pele molhada de suor. 
"Cada 'te amo' que você deixou na almofada." A língua lambe a clavícula. 
"Eu vou responder com o corpo.
" O pau duro esfrega contra a vulva molhada, a glande deslizando na entrada encharcada, espalhando a umidade. 
Ela arqueia as costas. 
A glande encontra a entrada, e o fogo devora tudo.

Ele empurra de uma vez. 
O pau entra até o fundo, a glande esmagando o colo do útero, e o corpo dela arqueia como se um raio atravessasse a espinha. 
A buceta aperta, molhada, quente, os músculos contraindo ao redor da grossura. 
Ele não espera. 
As estocadas vêm violentas, o quadril batendo nas coxas dela com um som molhado, carne contra carne, o pau afundando e saindo e afundando de novo. 
A cabeceira bate na parede. 
Os lençóis embolam nas mãos dela. 
Ele mete com a fome de quem guardou palavras demais, cada investida é um "te amo" não dito, cada recuo é o silêncio que queimou a noite inteira. 

A respiração dele é um rosnado contra o pescoço dela. 
Os dentes cravam na pele molhada de suor, e a língua lambe o sal, desce pela garganta, volta a morder. 
Ela crava as unhas nas costas dele, arranha, deixa marcas vermelhas que escorrem suor. 
As pernas tremem, abertas, os pés cruzados nas costas dele, puxando para mais fundo. 
O pau bate no ponto exato, e o gemido dela rasga o quarto escuro, rouco, incontrolável, sílabas quebradas que não formam palavra nenhuma. 
Ele mete mais rápido. 
A cama range. 

O suor escorre da testa dele e pinga nos seios dela. 
A buceta aperta, os espasmos começam, e ela goza com um grito, o corpo inteiro contrai, as paredes da buceta pulsando ao redor do pau, sugando, ordenhando. 
Ele geme. 
A voz quebra. "Te amo." 
As palavras saem roucas, cravadas na boca dela, e o pau pulsa forte, as bolas esvaziando, a porra quente espirrando dentro da buceta em jatos grossos. 
Ele continua estocando, devagar agora, o pau ainda duro, a porra escorrendo pelo comprimento, descendo pelas coxas dela, manchando os lençóis que ardem como brasas. 
Ele diz o nome dela. 
"Te amo." 
A porra escorre, quente, e o silêncio finalmente morre.

O corpo dele desaba sobre o dela, pesado, quente, o peito suado colado nas costas. 
O pau ainda está dentro, amolecendo devagar, e a cada pulsação fraca uma gota de porra escapa e escorre pelo comprimento. 
Ela sente o líquido morno descendo, misturado ao mel dela, escorregando pela pele sensível da boceta até as coxas. 
Os lençóis embaixo estão úmidos, manchados, mas ninguém se mexe. 
A respiração dele é um sopro irregular na nuca dela, os lábios roçando a pele molhada de suor. 
O pau escorrega para fora devagar, e a boceta aperta no vazio, um espasmo tardio que arranca um gemido baixinho dela.
A porra continua saindo, um fio grosso que desce pela virilha e pinga no lençol.


Ele se ajeita atrás dela, o braço passando por baixo do pescoço, a outra mão descendo pela cintura, os dedos calejados desenhando círculos lentos na barriga. 
O corpo dele gruda no dela, peito nas costas, virilha nas nádegas, pernas entrelaçadas. 
O pau mole encosta na coxa, ainda molhado. 
Ele beija a nuca. 
O beijo é lento, a boca aberta, a língua recolhendo o sal da pele. 
"Te amo." 
A voz sai rouca, quase um sussurro, mas não há hesitação agora. 
As palavras estão soltas, cravadas na nuca suada. 
Ele repete, os lábios descendo para o ombro, para a curva do pescoço. 
"Te amo."

A respiração dos dois sincroniza. 
O peito dele sobe e desce contra as costas dela, e ela fecha os olhos, os cílios úmidos, o corpo inteiro mole e satisfeito. 
A exaustão é doce, os músculos pesados, a pele ardendo onde os corpos se tocam. 
Os lençóis chamuscados envolvem os dois na penumbra, o cheiro de sexo e suor pairando no ar parado. 
A almofada guarda agora duas vozes, as dela, que queimaram sozinhas por tanto tempo, e as dele, que finalmente responderam. 
As brasas aquecem os corpos colados, e os "te amo" queimam juntos na almofada.




Cléia Fialho

quarta-feira, 22 de abril de 2015

BRASAS SOB A PELE - Capítulo I




O SILÊNCIO QUE QUEIMA

Ela se deita e os lençóis já não são lençóis — são brasas que se moldam ao corpo, o tecido ardendo sob as costas nuas, cada fibra um fio de calor que sobe pela espinha e se alastra.
O quarto é escuro, mas o brilho alaranjado das chamas imaginárias lambe as paredes, as sombras dançam, e a noite prende a respiração.

terça-feira, 21 de abril de 2015

INCÊNDIO DO DESEJO




Teus beijos despertam o fogo escondido,
acendem minha pele como aurora em chamas.
Cada aproximação dissolve o tempo,
cada respiração prolonga o instante.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

NOSSO ÊXTASE SE DERRAMA




O prazer desperta como um rio sem margens,
rompe silêncios, 
dissolve toda espera.
No encontro dos corpos nasce um fogo antigo,

domingo, 19 de abril de 2015

CARÍCIAS QUE RASGAM




São carícias que nossos corpos desenham 
em jogos de sedução crua e voraz,
tuas mãos cravadas na minha carne macia, 
 — marcando
 

sábado, 18 de abril de 2015

FRUTOS MADUROS

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sexta-feira, 17 de abril de 2015

FRUTOS MADUROS




Dos prazeres que a vida nos dá a colher,
não quero os que pendem mansos dos ramos.
Quero os que se escondem no fundo do teu sexo,
os que só se entregam quando a minha boca