TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia









sábado, 21 de março de 2015

NOITES DE VERÃO

NOITES DE VERÃO
O calor da noite pesa no corpo e a insônia vem junto com ele. A sala está escura, iluminada apenas pela luz que entra da rua. As sombras dançam pelas paredes e trazem consigo lembranças, vontades, coisas que a gente nem sabe se são do passado ou do futuro. — Quero você com calma. Bem devagar. Ele sorr…

sexta-feira, 20 de março de 2015

AMARRAR-ME A TI

AMARRAR-ME A TI
Os lençóis revolvidos enrolavam-se-lhe entre os dedos, o tecido húmido do suor que lhe escorria pelas costas magras. Torcia o algodão com força, a respiração falhada, o peito a arder. A fúria do corpo represada latejava-lhe nas coxas, na garganta seca, na ganância de ter o sexo do outro cravado em …

quinta-feira, 19 de março de 2015

A SEIVA QUENTE LUBRIFICA

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quarta-feira, 18 de março de 2015

POESIA QUE MORRE NO TEU CORPO

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terça-feira, 17 de março de 2015

CADERNO DA PELE

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segunda-feira, 16 de março de 2015

PENA E TINTA NA TUA PELE

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domingo, 15 de março de 2015

ENTRE SEDAS E DOMÍNIOS – UMA NOITE A TRÊS

ENTRE SEDAS E DOMÍNIOS – UMA NOITE A TRÊS
Eu estava deitado na cama deles, e eles adoravam ter-me assim, entregue, vulnerável, pronto para tudo. Foi ele quem me contou, com detalhes, como tudo aconteceu. A minha Rainha ordenou que eu me deitasse de costas e, sem hesitar, inclinou-se sobre mim, colando os lábios aos meus. Com a boca ainda na…

sábado, 14 de março de 2015

AÇOITES NA MADRUGADA

AÇOITES NA MADRUGADA
As cordas mordem meus pulsos contra a cabeceira de ferro. Puxo uma vez, só para sentir o couro cravar na pele já vermelha  — o ardor me arranca um suspiro curto. Ele está de pé ao lado da cama, os olhos escuros percorrendo meu corpo nu como se lesse cada centímetro de pele exposta. Não diz nada. As mãos…

sexta-feira, 13 de março de 2015

O DEDO QUE A FAZ CONTORCER

O DEDO QUE A FAZ CONTORCER
A  multidão apertava-a contra ele, corpos anónimos a comprimirem-se na penumbra abafada. Sentia-lhe o peito duro contra as costas, a respiração quente no pescoço. A mão dele subiu-lhe pela cintura, lenta, os dedos a agarrarem-lhe o seio por cima do tecido fino da blusa. Mordeu o lábio inferior, um …

quinta-feira, 12 de março de 2015

O GOSTO DA SAUDADE

O GOSTO DA SAUDADE
Ela desceu devagar, os joelhos encontrando o chão frio do corredor, as rótulas pressionando a madeira gasta. O peso do corpo repousou ali, ancorado, e as mãos subiram lentas até pousarem nas coxas dele. A palma direita espalmou-se sobre o tecido da calça, sentindo o calor que irradiava do músculo t…

quarta-feira, 11 de março de 2015

A CALIGRAFIA DO CORPO

A CALIGRAFIA DO CORPO
A  boca encontrou a dela com fome antiga, os lábios a pressionarem-se num beijo que não pedia licença. A língua enrolou-se na sua, quente e insistente, e a saliva escorreu-lhe pelo queixo sem que nenhum dos dois se importasse. As mãos desceram-lhe pelas costas até encontrarem as nádegas, os dedos l…