E quando o dia romper,
exaustos, mas plenamente satisfeitos,
Nossas pernas ainda entrelaçadas,
um emaranhado de memória.
com as marcas deixadas por nossas mãos,
Nos lençóis amassados,
em peles que contam histórias de paixão.
Agora estás aqui,
presente e real, carne pulsante, suor sedoso,
Meu corpo lembra-se de ti
antes mesmo que minha alma possa.
Abro-me para ti,
um convite ao prazer, sem, sem barreiras,
Monto-te, molhada, faminta,
calma, uma dança de corpos e desejos.
Teu cheiro, tua essência,
invade cada poro, cada pensamento,
Cada gemido,
cada suspiro, um eco que ressoa em meu ser.
Tua boca,
um território ser explorado, cada beijo um mapa,
Cada toque, uma descoberta,
um tesouro a ser encontrado.
Teus dedos, peritos,
percorrem cada centímetro de minha pele,
Cada curva, cada vale,
um convite a mais, um prazer mais profundo.
Sinto crescer dentro de mim,
um ritmo que nos une, que nos guia,
E nos perdemos no desejo,
no calor, no prazer que só nós conhecemos.
No auge de nossa paixão,
o clímax é um relâmpago, uma explosão,
Cada fibra do meu corpo,
cada nervo, um tributo a ti, a nós.
E quando o mundo parar,
e só existir o nosso universo, o nosso prazer,
Nós dois, perdidos em nós mesmos,
no momento, na paixão, no desejo.
❦
Cléia Fialho
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