Na aurora que se aproxima, rendidos e em êxtase,
Entrelaçamos nossos corpos em uma dança silenciosa,
Escrevemos versos com as marcas do desejo,
Nos lençóis que contam histórias, nas peles que guardam memórias.
— presença ardente, de suor e anseio —
E meu ser conhece-te antes que o pensamento desperte,
Abro-te os caminhos, cavalgo-te sem nome,
Sento-me em tua essência, molhada, desejosa, serena.
Nossos suspiros ecoam, selvagens, indomáveis,
Na vastidão do quarto, onde só há espaço para nós,
A paixão é um rio, correndo feroz, inevitável,
E em cada toque, uma promessa, um universo que se forma.
A cada movimento, a pele arrepia,
A fome cresce, como brasas que incendeiam,
E nos perdemos, sem rumo, sem destino,
No universo íntimo que criamos, sem fim.
Quando a noite nos abraça, cúmplice dos amantes,
Somos tempestade e calmaria, fogo e brisa,
E na dança do desejo, encontramos redenção,
Nos lençóis que sussurram os segredos da paixão.
❦
Cléia Fialho
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