Corpos em chamas, em pura combustão,
Um delírio voraz, sem trégua ou fronteira,
Um êxtase que dilacera a razão.
Somos labaredas que nunca se apagam,
Vertigens intensas, fogo sem fim,
Carne que se rende, desejos que vagam,
No turbilhão feroz que habita em mim.
E quando o último suspiro florescer,
Não será fim, mas novo despertar,
Pois na loucura ardente a renascer,
Cada gozo é vida a pulsar,
Na chama selvagem, o tempo se perde,
Eternidade em cada toque que arde.

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