Se silêncio e sem aviso,
meus dedos roçassem os teus...
Versos incendiariam o peito.
Perceberias o ninho onde acalento teu devaneio.
Brotariam construções feitas de vazios sonoros.
Desabrochariam pétalas no âmago das letras.
E no torso, um enlace que prende!
Se leve e de repente,
meus lábios furtassem um beijo teu...
Soltar-se-iam asas pelo vento.
Sentirias a brasa que esquenta meu íntimo.
Floresceriam impulsos ardentes
em miradas demoradas.
E nos corpos,
a fusão de um capricho que se entrega!
