Quando eu gozo,
as estrelas piscam fora de ritmo.
Juro.
A Via Láctea estremece,
um cometa se perde do caminho
pra me olhar gozando por sua causa.
Nós dois aqui, tão pequenos, tão nus,
fazendo um barulho tão grande
que o silêncio do espaço fica com inveja.
Eu em cima de você cavalgando o próprio Big Bang,
você embaixo de mim inventando de novo
a gravidade pra me puxar mais pra dentro.
Depois, ficamos em silêncio,
eu brilhando,
você me orbitando.
E eu ainda pulso.
Você sente?
Coloca a mão aqui,
bem aqui onde ainda estou tremendo,
que é o meu jeito de continuar gozando mesmo depois do fim.
Teu peito suado encosta no meu
e faz barulho de maré cheia.
Teu hálito quente na minha nuca
me faz querer recomeçar antes mesmo de ter terminado.
Você me puxa pelo quadril,
me traz de novo pra tua órbita,
e eu já estou molhada outra vez
só de saber que você vai me fazer brilhar de novo.
Me deixa ficar assim em cima,
lenta,
desenhando círculos com o corpo
só pra te ver morder o lábio
e perder a linha do tempo.
Porque quando eu estou em cima de você,
eu não estou em cima.
Eu estou em todo lugar.
Eu sou o céu que você olha
quando fecha os olhos pra gozar.

Lindo e sensível poema, querida Cleia. Gostei muito muito deste belo poema!
ResponderExcluirBeijinhos e linda semana.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Gratidão pelo comentário sempre carinhoso, é sempre um prazer a sua visita, querido poeta. Forte abraço.
ExcluirBienvenidos sean los sueños cuando el amor nos abraza.
ResponderExcluirHay quimeras que se hacen reales en los sueños.
Cariños.
Kasioles
Gracias por visitarnos y por tu amable comentario. Vuelve a menudo, tu presencia es un honor. Besos
Excluir