Na brisa suave onde dançam os corpos
a luz do entardecer desenha sussurros,
pétalas de línguas encontram-se,
o toque é um poema escrito ao acaso,
versos secretos que ardem em chamas.
Olhos que falam em mudo delírio,
a carne respira em sinfonia viva,
mãos que deslizam como sombras,
trilhos de desejos desenhados na pele,
o coração em uníssono, pulsante.
Cores vermelhas sob a luz da lua,
onde o amor se veste de alquimia,
cada gesto uma nota, cada suspiro,
um compasso de rimas ocultas,
enquanto a noite se abre em flor.
O tempo é um poeta que arrisca,
escreve as histórias de nós dois,
o primeiro encontro, o calor subindo,
a espera que se dissolve em passos,
na promessa eterna dos amantes.
Assim, na penumbra dos nossos sonhos,
na fragância da pele que se entrelaça,
a poesia em nós flui e resplandece,
celebrando a beleza do instante,
um canto de amor que nunca se acaba.

Querida amiga Cléia,
ResponderExcluirNão há nada melhor do que o encontro das línguas (no céu), das bocas e com palavras escritas no idioma horizontal dos corpos que se unem.
Beijos e boa semana!!!
Un bello poema, aunque creo que esos deseos se han ido grabando poco a poco.
ResponderExcluirSaludos.
La poesía llega al corazón. Te mando un beso.
ResponderExcluirTexto e imagem em perfeita harmonia, criando em nós a visão de tais momentos repletos de paixão pronta para transbordar!
ResponderExcluirAbraço.