🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


domingo, 15 de fevereiro de 2015

O ÚLTIMO ANDAR




A porta se fechou com um estalo seco. Ela parou no centro do quarto, os olhos castanhos percorrendo a cama desfeita, a luz dourada do abajur escorrendo pelos lençóis como mel. Ele deu um passo. Ela recuou um, as costas quase tocando a parede. Ele parou, encostou na porta, as mãos grandes e imóveis ao lado do corpo. 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

ENTRE LENÇÓIS MOLHADOS




O suor escorre,
o tecido gruda em minha pele,
teu cheiro me enlouquece,
meus gemidos se espalham pelo quarto.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

VARANDA PROIBIDA




A noite nos cobre,
o vento acaricia minha pele,
mas é tua língua que me devora.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

SOB O CHUVEIRO QUENTE




A água escorre,
meu corpo se abre em rios,
tu me tomas contra a parede.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ABISMO DO ÊXTASE




Não há tempo, não há espaço,
apenas nós, devorados pela luxúria.
Teus estocadas me rasgam,
meus gemidos me libertam,

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

TERRAÇO DOS SUSSURROS




Ela encostou os quadris no parapeito frio do terraço e deixou o calor da noite de verão grudar o vestido nas costas. A luz dos postes e dos abajures espalhados pelo piso de cerâmica não deixava um centímetro de sombra — cada fio de cabelo solto brilhava, cada gota de suor entre as omoplatas cintilava. O peito subia e descia num ritmo que ela tentava controlar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

QUARTO ESCURO




A penumbra nos envolve,
teu corpo é sombra e fogo,
meus lábios procuram tua boca,
minhas mãos se perdem em tua pele.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

DELÍRIO DE CARNE




O quarto é selva.
Não há ternura, só urgência.
As roupas são arrancadas como se fossem inimigas.
A boca invade, morde, suga, devora.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

PRAIA DESERTA




A areia quente sob meu corpo,
o mar como testemunha,
teu suor se mistura ao sal,
meu gosto se mistura ao vento.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ENCONTRO PROIBIDO




Porta fechada, segredo guardado,
teu olhar me prende,
minha boca te chama.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A CHAVE ENTRE OS DEDOS




A vela tremia sobre a mesinha de cabeceira, a única luz no quarto escuro. Ela estava parada junto à janela, os braços cruzados sobre o peito, os olhos fixos na chama que dançava. A chuva batia no vidro, grossa e insistente, e o som preenchia o silêncio entre eles.