Rasgam o tecido que ainda me cobre e afundam nos meus seios como quem enterra a face na carne quente de um animal recém-aberto.
Aperto-te os dedos contra os mamilos duros, quero que doa, quero que marque, quero que tuas unhas desenhem mapas de saliva na pele que já treme de antecipação.
Tua boca desce sem delicadeza.
Morde a curva da minha barriga, lambe o suor que escorre entre as coxas, cheira o cheiro cru de mulher molhada e geme como se estivesse morrendo de sede.
Abro as pernas sem vergonha.
Mostro-te tudo: a fenda inchada, os lábios brilhantes de desejo, o clitóris latejando como um coração pequeno e louco.
Enfia os dedos. Dois. Três.
Empurra até a base, curva, procura o ponto que me faz arquear a espinha e soltar um grito que não é palavra, é uivo.
Quero tua língua dentro.
Quero que chupes o meu gozo como quem bebe direto da fonte.
Quero que me foda com a boca primeiro,
depois com a pila grossa e pesada, sem ritmo bonito, sem carinho de romance.
Só pancada. Só fundo. Só o som molhado da pele batendo na pele.
Me vira. Me ajoelha.
Segura meus cabelos como rédea e enfia até o fundo da garganta.
Quero engasgar no teu gosto, quero lágrimas nos olhos e saliva escorrendo pelo queixo enquanto tu geme meu nome como uma praga.
Quando eu gozar, quero que continues.
Quero que me uses até eu perder a voz, até as pernas falharem, até o corpo inteiro ser só um tremendo molhado de porra e suor e saliva.
Não me ames com delicadeza. Me devora.
Me fode até eu esquecer quem eu sou e só lembrar do cheiro da tua pele e do gosto do teu esperma escorrendo quente pela minha coxa.

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