Tua seiva escorre quente pelo meu peito,
grosso, salgado, misturado ao mel do meu suor.
Minha língua desliza devagar, lambendo teu abdômen molhado,
enquanto tua boca me puxa para o êxtase.
Me ergues no ar, me prendes contra a parede fria,
minhas coxas apertam tua cintura com força.
Nossos corpos colados, extinguindo a sede que arde,
minha boca no teu pescoço te leva à loucura.
Te tomo de pé, com o peso de quem desce e sobe,
tuas unhas arranhando minhas costas já marcadas.
Cada estocada me atravessa, cada impacto me faz gemer,
nossas mentes perdidas, almas presas uma na outra.
A parede vibra com a fúria dos nossos quadris,
o suor escorre denso, colando pele em pele.
Perco os sentidos nos teus espasmos profundos,
sem saber qual de nós é o demônio que nos impele.
O orgasmo sobe pela minha espinha, queima e explode,
enquanto gritas meu nome no momento mais selvagem.
Ver teu gozo escorrendo na carne que te sacode
é morrer nos teus braços para renascer na tua boca.
Bebo teu último suspiro, esgoto tua força,
o teu gosto na minha pele é o selo do fim.
Nessa guerra violenta e deliciosa,
você morre no mundo para reinar dentro de mim.
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