As costas dela bateram na pedra fria antes que pudesse respirar. As mãos grandes agarraram-lhe os ombros, os dedos calejados cravando-se na carne magra coberta de suor. Ela recuou — instinto, medo, a última centelha de resistência — mas o corpo curv…
sábado, 31 de janeiro de 2015
A BOCA QUE ME MATA
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
O CADERNO DA GAVETA DE BAIXO
Segunda-feira, 23h51 Comprei este caderno hoje. Vai guardar o que ele me faz. No hotel, sentou-me na secretária, abriu-me as coxas devagar, e a boca dele desceu-me até me fazer implorar. Vim contra os seus dentes, com as pernas a tremerem sobre os seu…
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
A PONTE DOS TRÊS AMANTES
O vento do fim de tarde cortava a ponte abandonada quando Bia parou no centro exato, os quadris encostados no corrimão enferrujado. O metal rangeu sob o peso dela — um gemido longo que ecoou sobre o rio seco lá embaixo. Rafa e Leo estavam a três pass…
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
O ÚLTIMO BEIJO NA TELA
A sala estava vazia. Só os dois na fileira do fundo, perdidos na penumbra. Ela tentava focar na tela, mas o calor do corpo dele atravessava o encosto de veludo vermelho e subia pela sua espinha. Impossível ignorar. Ele repousou a mão no apoio de braç…
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015
SELVAGENS NA CABANA
A cabana isolada no meio da noite parecia respirar pecado. O cheiro de madeira úmida misturava-se ao suor que já escorria antes do primeiro toque. Ele a empurrou contra a mesa rústica, o som da madeira rangendo acompanhava cada gesto brutal. Sua boc…
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
O ÚLTIMO DEGRAU
Os degraus de concreto absorviam o som dos passos, mas não o silêncio carregado que se instalou quando ele a viu. Ela estava sentada três degraus acima, o vestido justo subido um palmo além do joelho, o coque ruivo frouxo deixando escapar fios que b…
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domingo, 25 de janeiro de 2015
BOCA ABERTA PRA TE RECEBER
Que o chão trema, que o teto sua, que a vizinha bata na parede e eu grite mais alto, que o poste da rua apague de vergonha, que o cão ladre, que o vento pare, que o mundo inteiro ouça o meu esqueleto ranger debaixo do teu peso, em cima do teu peito, dentr…
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sábado, 24 de janeiro de 2015
O CHEIRO DA TUA PELE
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
SOBRE A MESA DE MADEIRA
O quarto cheira a sexo e a noite fechada, a cortinas que não deixam passar a lua, e eu já estava nua antes de tuas mãos me tocarem, a pele trêmula e alerta, anticipando o momento em que a frieza da madeira iria morder minha coluna. Tua voz é um rosn…
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
MEUS GEMIDOS SE TORNAM GRITOS
O banheiro cheira a vapor denso e a sexo cru, a porta trancada nos separa do mundo que existe além, e eu já estava nua antes de tuas mãos me alcançarem, a pele trêmula e alerta, esperando a mordida da luz rubra. Tuas mãos descem pelo meu ventre em fi…
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
TEMPESTADE DE PRAZER
Entro no quarto ainda molhada da noite. O casaco cobre minha pele, mas teus olhos já me despem. Queres descobrir o que escondo, mas me detenho. O desejo em teu olhar me provoca. O tecido se abre, o cinto se solta. Meus seios surgem como promessa. Meus mam…
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015
COMO UM PREDADOR QUE RODEIA A PRESA
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