Eu estava ofegante, o corpo vibrante,
Sede ardente, pulsando, movendo-me devagar,
Gemidos escapando, um chamado a despertar.
As mãos trêmulas dançavam calorosamente,
Explorando o desejo com fervor e coragem,
Cada toque, é centelha, cada movimento, é verbo,
No ritmo do prazer, meu ser estava imerso.
Como nunca antes, o universo se fechou,
Em um turbilhão de sensações, me entregou,
Grunhidos de alegria, um grito elevado,
Ao clímax que ardia, intenso e desejado.
Espasmos de êxtase, um mar em minha pele,
Luz e sombras entrelaçadas no que celebre,
Fez minha jornada ao ponto de não retorno,
Cobrindo o ventre com o néctar de adorno.
Ah, a sinfonia do corpo em delírio,
Um poço profundo, onde mergulho, me atiro,
As ondas do prazer, batem e se quebram,
Enquanto o prazer e paixão, juntos se celebram.
Gritei, como se o mundo deixasse de existir,
Um hino de liberdade, no ato de sentir,
Na dança do corpo, na entrega total,
Eu encontrei a vida, o amor sem igual.
E em cada gota que ao fim respinga,
Uma nova história de desejo se realiza,
Eu estava ofegante, mas também renascendo,
Num instante eterno, onde estou florescendo.

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