Não prometo o amanhã ao sopro do vento,
pois o instante é fera que ruge,
teu silêncio rasga meu peito,
como mar selvagem que nunca se rende.
Abraço bruto na costa esquecida,
as águas batem sem piedade,
não há pressa, só vertigem,
tempo que sangra no corpo da terra.
Seguimos assim, indomáveis,
na mesma medida da fúria,
a alma se inflama e se liberta,
no gesto selvagem de se devorar.

Sensual y apasionado poema. Te mando un beso.
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