como se o amanhã fosse proibido
no dobro do meu ventre,
fendo-me com o golpe seco da tua urgência,
e sinto-te a desfazeres-te em trancos
perante a minha teimosia.
Ficas ali, encalhado no meu vício húmido,
a afundar no engaste onde a noite se desfaz,
durante eras que não pedem hora,
até que a carne esqueça como se desprende.
O pulso bate em ti, batente, batente,
a respiração trava no calor do teu pescoço,
o corpo enrosca em nó de cintura,
e nada existe além do molhado,
do ardente, do aperto.

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