🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

ARCO QUE SOLTA




Tua cintura arqueia-se como um arco pronto para soltar
e eu solto o verbo em gemidos que não traduzem nada
senão o fogo que sobe e consome o ar que ainda sobra
entre a minha boca e a tua pele.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

CHAMA E DESEJO




Cada toque teu incendeia minha pele,
percorre meus contornos como brasa viva,
desenha mapas ardentes onde antes havia gelo,
e me despe camada por camada, lenta, faminta.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CADA MORDIDA UM MAPA




Cada mordida um mapa, cada toque um grito abafado
na minha boca que te engole, nos teus dedos que me abrem.
Não há mundo diferente senão esse quarto escuro e úmido
onde o tempo desacelera e o suor escreve o destino

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A LÍNGUA DESLIZA




A língua desliza, tímida no primeiro toque,
depois voraz, faminta, 
devorando cada milímetro de pele.
Explora o mapa do desejo sem pressa,

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O JARDIM DAS PROMESSAS




O cheiro de terra úmida e jasmim a envolveu assim que atravessou a última folhagem. Ele estava lá, encostado no banco de pedra, os ombros largos recortados contra o luar fraco. Não disse nada — só a olhou com aquela firmeza calma que fazia o ar faltar.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

PINCELADAS DE FOGO E SÚPLICAS




Teus dedos, 
como pincéis vorazes em minha pele,
Reescrevem 
a cartografia do meu desejo proibido.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

ENTRE LÁBIOS E LÍNGUA EXPLÍCITOS




Devagar, minha língua desliza 
e penetra fundo,
Saboreia cada dobra úmida, 
cada fio tenso e duro,

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

CARRASCO DO MEU DELÍRIO




Escolho-te como vítima do meu vício mais cru,
para que ardas comigo no abismo onde o prazer não tem fundo.
Transformo tua boca em punhal que me atravessa devagar,
matando-me de gozo em mordidas que deixam marca na carne.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

TEMPESTADE VISCERAL




Cada estocada tua é raio que me parte ao meio
Cada gemido meu é trovão que sacode o teto escuro.
É vertigem, é naufrágio, 
é minha carne naufragando em ti.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O ÚLTIMO ANDAR




A porta se fechou com um estalo seco. Ela parou no centro do quarto, os olhos castanhos percorrendo a cama desfeita, a luz dourada do abajur escorrendo pelos lençóis como mel. Ele deu um passo. Ela recuou um, as costas quase tocando a parede. Ele parou, encostou na porta, as mãos grandes e imóveis ao lado do corpo. 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

ENTRE LENÇÓIS MOLHADOS




O suor escorre,
o tecido gruda em minha pele,
teu cheiro me enlouquece,
meus gemidos se espalham pelo quarto.