Desço a boca ao tronco ardente,
devoro-te como quem rasga o silêncio,
um verso bruto, sem pudor,
que se abre em fogo e vertigem.
sem descanso, sem trégua,
bebo tua essência em ondas,
com um riso que corta a noite.
Selvagem, inteira, desmedida,
sou tempestade que não se contém,
sou carne que se lança ao abismo,
sou grito que nunca se cala.
❦
Cléia Fialho

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