Sinto o gozo a subir como uma onda que não consigo parar.
O meu corpo treme.
Os meus dedos apertam o lençol.
Eu fecho os olhos e vejo-te.
Só o som dos nossos corpos a encontrar-se.
Só a respiração ofegante que se mistura com o suor.
Só o teu nome que eu grito sem conseguir segurar.
E quando o gozo chega, eu deixo-me ir.
Não controlo nada.
Não quero controlar nada.
Quero sentir-te dentro de mim, mesmo quando não estás.
Quero que o teu eco fique no meu corpo depois de tu ires embora.
O gozo não acaba.
O gozo guarda-se na pele.
O gozo é nosso.
❦
Cléia Fialho

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