minha boca saliva ao recordar,
a umidade sutil do seu ser,
como o orvalho na pele ao amanhecer.
Seus lábios macios,
redemoinhos de desejo,
esmaltes de paixão,
um sopro de intensidade,
que enredam a mente em labirintos.
Cada toque, um relâmpago,
um clamor adormecido,
eu grito seu nome
como um eco sob a lua,
reprimido nas sombras do querer.
Ah, os seus orgasmos,
frutos doces da entrega,
impressões gravadas em meu ser,
como o vinho que embriaga,
e a tarde que não quer cessar.
Sinto a força das marés,
assentando-se no fundo do peito,
esse gesto de lamparina,
a luz que ofusca as dúvidas,
que perde a razão no calor do momento.
São desejos inflamados,
a descida ao abismo da paixão,
eu, anseio, cativo,
espero a noite enredar nossos corpos
num balé suave de promessas.
E a cada instante
a respiração se entrelaça,
inspirando o gosto do imprevisível,
na dança intensa do amor,
onde eu e você perdemos a noção do tempo.
A umidade do seu sexo
e a maciez dos seus sussurros,
marcam no ar nossa história,
eu, seu poeta silencioso,
cantando o amor na eternidade do agora.

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