Na penumbra do quarto, a luz suave dançava,
Como um eco distante de um chamado abafado,
Me movendo e gemendo, a razão se afastava.
Em cada toque sensual, o mundo se desfazia,
Uma sinfonia ardente, a pele em brasa,
Era um cântico íntimo, uma melodia vazia,
Onde o desejo e o êxtase eram a única casa.
A mente em deleite, no ápice da paixão,
O corpo se contorcia em movimentos fluidos,
Despertando em mim uma divina pulsação,
Na dança do orgasmo, a entrega sem vícios.
Gritei como nunca, um hino de liberdade,
O universo em um instante, tudo se unia,
Espasmos vorazes, pura intensidade,
Enchendo meu ser, explosão em sinfonia.
Minha barriga repleta, testemunha do clímax,
Gozo derramado, vestígios do prazer,
O eco da libertação, como um sublime relax,
Nos braços da paixão, aprendi a viver.
E assim, entre gemidos, a vida se revela,
Um êxtase profundo, um momento inesperado,
Nessa viagem única, a alma se despela,
Descobri na carne o amor mais elevado.

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