No hoje,
te encontro inteiro
no instante que escorre pelos nossos dedos.
A eternidade não mora nos calendários,
mas no toque demorado,
no olhar que sustenta o silêncio
como se o mundo pudesse esperar.
Há algo de infinito
no agora que respiramos juntos —
mesmo sabendo
que tudo muda,
que tudo passa,
que tudo se reinventa.
A permanência se revela
na dança constante das marés,
no amor que se transforma
sem deixar de ser amor.
Somos rio e somos margem,
somos partida e reencontro,
somos o beijo que se renova
a cada despedida breve.
E assim, meu amor,
descubro que o para sempre
não é prisão do tempo —
é a escolha diária
de permanecer
mesmo em meio às mudanças.
❦
Cléia Fialho


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