TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia









sábado, 25 de abril de 2015

TU ME INVADES POR TRÁS

TU ME INVADES POR TRÁS
Tu me invades por trás, sem pedir licença,   enlaças meus fios, arrancas meu rosto para trás,   teus dentes no meu ombro — sem trégua, sem crença,   gravas em minha pele o que dura até o sol nascer.   Meu quadril se entrega, arqueado, inteiro,   teu peito cola nas minhas costas molhadas,   cada movimento…

sexta-feira, 24 de abril de 2015

TEUS GEMIDOS RASGAM O AR

TEUS GEMIDOS RASGAM O AR
Cada impulso que atravessa minha pele, É uma promessa feita em língua quente, Teus gemidos rasgam o ar, revelam-se, Misturam-se ao suor, ao toque ardente. Me embriago no abraço de tua carne, Na corrente líquida que escorre fundo, Sinto tuas mãos que apertam, que ardem, Quase no limite do mundo. O tato é fo…

quinta-feira, 23 de abril de 2015

BRASAS SOB A PELE - Capítulo II

BRASAS SOB A PELE - Capítulo II
O GOZO QUE CONFESSA Ela vira o rosto na almofada incandescente.  As sílabas trêmulas ainda estão lá, presas no tecido, queimando sem resposta.  O corpo exausto treme com a ausência da palavra dele.  O Amante respira pesado contra suas omoplatas, o coração martelando nas costas suadas.  A mão calejada de…

quarta-feira, 22 de abril de 2015

BRASAS SOB A PELE - Capítulo I

BRASAS SOB A PELE - Capítulo I
O SILÊNCIO QUE QUEIMA Ela se deita e os lençóis já não são lençóis — são brasas que se moldam ao corpo, o tecido ardendo sob as costas nuas, cada fibra um fio de calor que sobe pela espinha e se alastra. O quarto é escuro, mas o brilho alaranjado das chamas imaginárias lambe as paredes, as sombras da…

terça-feira, 21 de abril de 2015

ESCORRE QUENTE PELAS MINHAS COXAS

ESCORRE QUENTE PELAS MINHAS COXAS
Fico caída, corpo ainda trêmulo, Teu êxtase escorre quente pelas minhas coxas, Tu me cobre, não te afastas, és intruso, Bebes meu suor, boca entrelaçada, solta, No pescoço, o calor que não se apaga. Somos sombra e fogo no silêncio denso, Cada respiração é um sussurro voraz, O toque pesado, o desejo imenso…

segunda-feira, 20 de abril de 2015

QUANDO A MANHÃ NOS RASGAR

QUANDO A MANHÃ NOS RASGAR
Quando a manhã nos rasgar, ofegantes e saciados,   não me perguntes por onde andou a distância.   Ela se desmanchou agora, no vão dos nossos corpos colados,   no atrito quente da nossa pele em ânsia. Os meses longe viraram nada,   derreteram no líquido que escorre de mim,   na tua boca que me morde e me …

domingo, 19 de abril de 2015

AUSÊNCIA DERRETIDA ENTRE AS PERNAS

AUSÊNCIA DERRETIDA ENTRE AS PERNAS
Quando a luz da manhã rasgar a cortina, não procures nos meus olhos o tempo perdido, ele escorreu todo entre as nossas coxas, derreteu no suor que escorre e ainda não secou. Os meses de silêncio estão aqui, molhados, espremidos no colchão, nas marcas das unhas, no gosto de sal que ainda habita a minha bo…

sábado, 18 de abril de 2015

MINHA PELE ESCALDA NO ATRITO

MINHA PELE ESCALDA NO ATRITO
Tu me tomas por trás, sem trégua,   rasgando qualquer pressa.   Tua mão aperta meu cabelo   e puxa meu rosto para o nada,   enquanto tua boca morde meu ombro   num tranco cru, sem piedade.   Minha pele escalda no atrito.   O calor do teu peito colado ao meu suor   deixa hematomas roxos e marcas fundas   par…

sexta-feira, 17 de abril de 2015

QUERO ESTAR DE QUATRO NA TUA CAMA

QUERO ESTAR DE QUATRO NA TUA CAMA
Sinto o cheiro que deixaste na minha pele mesmo depois de me lavar mil vezes. Ele volta, teimoso, me invade o nariz e faz meu corpo inteiro se lembrar de ti. Minha boca fica seca só de pensar em como tua língua me abriu os lábios sem pedir licença, sem hesitar. Quero sentir de novo esse gosto salgado que e…

quinta-feira, 16 de abril de 2015

AREIA ENTRE OS DEDOS

 AREIA ENTRE OS DEDOS
Ela saiu da água com o corpo ainda quente de sol, os cabelos escorrendo sal nos ombros.  Beto apareceu na frente dela, o sorriso torto bloqueando o caminho de volta para os amigos. — Vem cá. A mão dele fechou no pulso dela e puxou.  As costas bateram na rocha fria, a areia úmida grudando nos pés.  O ros…

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A TUA BOCA CRAVADA NA MINHA

A TUA BOCA CRAVADA NA MINHA
Na nudez do momento, tudo a renascer, enquanto afundo os dedos na tua carne trêmula e desabo sobre o teu corpo em brasa, teus olhos, pura luz que me cativa. Mãos entrelaçadas, um poema infindo, rasgando o ar com gemidos abafados, uma dança sutil que me enlaça, enquanto o teu suor escorre e me queima. No ca…

terça-feira, 14 de abril de 2015

ARRANHO-TE O CORPO EM LÃ E BRASA

ARRANHO-TE O CORPO EM LÃ E BRASA
Onde as águas encontram o seu lugar minhas unhas afundam na tua carne sem aviso, e o teu silêncio busca o meu firme momento enquanto desmancho o teu fôlego com os dentes. Como o mar que na areia se manifesta, subo pelo teu peito como uma maré febril, sem pressa de ser ou de ter partida, apenas o peso do m…

segunda-feira, 13 de abril de 2015

TREMOR DE UM CORPO AO OUTRO

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