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terça-feira, 4 de março de 2014

O SEIOS Á MERCÊ




ELa montou-o devagar, os joelhos afundando no colchão, as coxas abertas sobre os quadris dele. A glande encostou na entrada molhada e ela desceu — um centímetro, depois outro — a vagina engolindo o pau com uma lentidão que fazia os dois prenderem a respiração. O suco escorreu pela base, quente, e ela sorriu ao vê-lo cerrar a mandíbula. As mãos dele agarraram-lhe os quadris, os dedos cravando na carne macia, mas ele não a puxou. Obedeceu. 

Ela desceu mais um centímetro, as paredes internas apertando o pau duro, a lubrificação pingando nas bolas dele. Inclinou-se para a frente, os seios cheios roçando o peito suado do homem, e murmurou com a voz ainda firme, o corpo já tremendo: — Saboreando a espera. Ele rosnou, os dedos apertando os quadris dela até deixar marcas roxas.

Ela quebrou o ritmo de uma vez. Os quadris desceram com força total, a vagina engolindo o pau até a base numa estocada que arrancou um grito rouco da garganta dele. Subiu e desceu outra vez, rápida, as coxas batendo nos quadris dele com um estalo molhado, o suco espirrando na pele suada dos dois. O gemido dela rompeu alto, incontrolável, a profundidade tomando-lhe o fôlego. 

Cavalgou mais rápido, sem freio, os seios cheios saltando a cada impacto. Arqueou as costas e empinou-os, as mãos erguendo a carne farta, os mamilos duros apontados para a boca dele como oferenda. Ele avançou. 
A boca quente fechou no seio esquerdo, os dentes cravando no mamilo com uma mordida brutal que a fez gritar. As mãos grosseiras puxaram os seios para cima, esticando a carne, apertando até doer. Ela gemeu, rendida. A boca dele fecha no seio oferecido, os dentes cravando na carne.

A boca dele não largou. Os dentes cravados no mamilo esquerdo puxaram, esticando a carne do seio até doer, a ponta da língua chicoteando o bico duro enquanto ela gemia alto, os quadris descendo com força no pau. Ele soltou o mamilo com um estalo molhado e avançou no direito. A boca quente abocanhou o seio inteiro, os dentes prendendo o mamilo, puxando para cima enquanto as mãos grosseiras apertavam a carne farta dos dois lados, os dedos afundando até deixar marcas vermelhas profundas.

Ela gritou. O ritmo dos quadris quebrou, as estocadas ficando descompassadas, o pau entrando torto, raspando as paredes da vagina, a glande batendo no colo do útero a cada descida bruta. A dor e o prazer se misturaram num gemido rouco que saiu da garganta dela sem controle. 

Cavalgou mais rápido, sem coordenação, as coxas tremendo, o suco escorrendo pelas bolas dele, os seios saltando na boca do homem enquanto ele mordia outra vez — a marca do terceiro dente cravando na carne macia, a ardência explodindo em ondas pelo corpo dela.

A vagina apertou. Os espasmos começaram profundos, as paredes contraindo ao redor do pau num aperto violento que o fez rosnar contra o seio dela. Ela gemeu alto, a voz quebrando num grito entrecortado, o orgasmo detonando do fundo da barriga, subindo pela espinha, explodindo atrás dos olhos. Os quadris travaram, o corpo arqueado, os seios ainda presos na boca dele, o suco jorrando quente sobre as bolas, sobre os lençóis.

Ele gozou com um rosnado grave. O pau pulsou dentro dela, os jatos de porra quente enchendo a vagina, uma, duas, três contrações, o líquido espesso escorrendo pela base do pau, vazando pela fenda enquanto ela ainda tremia. A porra escorre pela fenda dela enquanto o corpo ainda espasma, os seios cobertos de marcas de dentes vermelhas.

O corpo dela cedeu. Todo o peso, toda a tensão dos minutos anteriores, desabou sobre o peito dele num colapso lento. Os seios esmagaram-se contra o torso suado do homem, a carne macia achatada, os mamilos ainda duros roçando os pelos do peito dele. O pau amolecia dentro da vagina, mas ainda estava lá — a presença morna, pulsando fraco, a porra misturada ao suco dela vazando devagar pela fenda, escorrendo entre as coxas de ambos, grudando os corpos. 

Ela não se moveu. A respiração voltava aos poucos, o peito subindo e descendo contra o dele, os espasmos finais percorrendo as coxas em tremores pequenos, involuntários. A cabeça encontrou o encaixe entre o ombro e o pescoço do homem. O suor dele tinha gosto de sal quando os lábios dela tocaram a pele sem querer.

A mão dele subiu. Os dedos grossos, ainda trêmulos, percorreram as costas dela, a curva da cintura, até alcançar o seio. O polegar pousou sobre a marca — a pele inchada, quente, o relevo dos dentes ainda visível na auréola escura. 

Ele não apertou. Só traçou o contorno da mordida, devagar, como se lesse a marca com a ponta do dedo. Ela estremeceu. A ardência tinha baixado, mas o toque reacendeu a memória da dor — aquele instante em que os dentes cravaram e o prazer explodiu junto. O gemido que escapou dela foi quase um suspiro.

O quarto mergulhou no silêncio. A lâmpada amarela tremeluziu no canto, lançando sombras imóveis sobre os lençóis revolvidos. Os gritos de antes ainda ecoavam nas paredes, mas agora só a respiração pesada preenchia o ar — a dele, rouca, espaçada; a dela, mais curta, ainda buscando o ritmo normal. 

O calor dos corpos suados formava uma película úmida entre eles, os fluidos secando devagar sobre a pele. Lá fora, nenhum som. Dentro, só o polegar dele deslizando outra vez sobre a marca de dente no seio dela, circular, paciente. Ela fechou os olhos.







Cléia Fialho

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