🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

POR DEBAIXO DA PELE




Teu nome me atravessa como febre,
e tudo em mim desperta sem defesa.
Há uma fome viva na tua presença,
uma tensão doce queimando a pele.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O CALOR ABAFADO DO QUARTO




Estava de quatro sobre o colchão, os joelhos afundados no lençol encharcado de suor, a testa pressionada contra a nuca exposta dele. O calor abafado do quarto colava-lhe a pele às costas largas à sua frente, cada respiração dos dois sincronizada no mesmo ritmo pesado. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

DEBAIXO DA SAIA BRANCA




Eu olho teus olhos e já sei
— debaixo da saia branca não há nada
a não ser o fogo que sobe pelas tuas coxas
e eu quero descer com a boca

sábado, 22 de fevereiro de 2014

FERA DOMADA (SÓ PRA TI)




Tu disseste que gostas de ver 
— então vou deixar a luz acesa

Vou te olhar nos olhos enquanto entro em ti
sem desviar, sem piscar, sem piedade

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SEIS MESES




Ela tentou virar-se de costas, o corpo a pedir tréguas, mas as mãos dele fecharam-se-lhe nos ombros e impediram o movimento. Os dedos calejados cravaram-se na pele macia, mantendo-a de bruços contra o colchão. Ele inclinou-se, o hálito quente a roçar-lhe a nuca, a barba por fazer a arranhar-lhe a orelha.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O CHEIRO DO SABONETE




O azulejo frio queima tuas costas
e eu te pressiono contra o box molhado
O vapor sobe como véu — mas não esconde nada
Teu corpo escorre e eu deslizo contra ti.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

TRAGO NO PEITO UMA SEDE




Viro-me ao desejo como quem se entrega,  
sem disfarce, sem temor, sem contenção;  
há uma chama em mim que nunca nega  
o ímpeto vivo dessa combustão.  

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O GOZO MANSO




No lençol revolto em que me moro,
Te chamo - vício meu, chama acesa,
Te quero todo, sem pudor, sem demora,
Boca na boca, a pele indefesa.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A PROMESSA DO TEU CORPO




Os dedos dele entrelaçam-se nos dela e cravam os pulsos contra o colchão encharcado. O suor escorre entre as palmas, os polegares marcam a pele fina dos pulsos dela, e ele não desvia o olhar. O peito sobe e desce contra o dela, o peso do corpo a prendê-la inteira.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

EU GUIO-TE ENQUANTO TU GOZAS




GUIA E TREMOR

A minha voz está no teu ouvido
— não precisa de ser alta, não precisa de ser rápida
basta que seja minha

sábado, 15 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

CONTRA A PAREDE — DE JOELHOS — IMPLORANDO




PAREDE E SAL

Tu entras e já me empurras contra a parede
O gesso frio arde nas minhas costas
mas o teu corpo quente cola no meu
e eu esqueço onde começo e onde tu acabas.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A PELE SOB A CAMISA




Os dedos dele encontraram os ombros dela primeiro — firmes, quentes, cravando-se no tecido leve da camisa. Puxou o corpo dela contra o seu num só movimento, a respiração já curta, os olhos escuros fixos nos botões que o separavam da pele. O primeiro cedeu com um estalo seco. Os dedos tremiam — a urgência a trair o controlo que ele queria manter. O segundo botão abriu-se com menos resistência, o tecido a afastar-se, revelando a alça rendada do sutiã.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

AMARRADA À CADEIRA — OBRIGADA A OLHAR




CADEIRA E OLHAR

Tu entras com a corda na mão
e eu já sei que não vou sair daqui
— não até tu decidires.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

NO ESPELHO — A VER-ME SER COMIDA




ESPELHO MEU

Tu puxas-me para frente do espelho
e eu vejo-nos — tu atrás de mim, eu nua.
A saia branca já não cobre nada
e os meus olhos encontram os teus no reflexo.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O GOSTO DA SAUDADE




Ela desceu devagar, os joelhos encontrando o chão frio do corredor, as rótulas pressionando a madeira gasta. O peso do corpo repousou ali, ancorado, e as mãos subiram lentas até pousarem nas coxas dele. A palma direita espalmou-se sobre o tecido da calça, sentindo o calor que irradiava do músculo tenso. 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

QUERO




Quero o eco teu a vibrar em mim
um tremor suave de alma encontrada.
Quero o sabor doce da tua presença
a dançar nos lábios uma canção secreta.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

TE DEVORO NA MEDIDA EXATA




Curvo-me faminta sobre teu peito latejante,
minha boca desce lenta, traçando um mapa molhado,
degusto tua pele como quem lambe um pecado,
cada centímetro teu vira sílaba tesa no meu paladar.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O BANHO É O PALCO E A ÁGUA É CÚMPLICE




VAPOR E ENCONTRO

A água quente cai sobre nós
e o banheiro vira o nosso templo
O vapor sobe como incenso
e os azulejos guardam cada gemido.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A MESA DO CENTRO




Levantou-se da cadeira com um movimento brusco, o estalido da madeira contra o chão a ecoar pelas paredes finas da casa. Os olhos escuros cravaram-se nela, e antes que pudesse recuar, empurrou-a para dentro. As costas dela bateram na parede com um baque surdo, a respiração suspensa. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

CONTA-ME COMO FOI — EM DETALHE




DETALHE A DETALHE

Tu deitas-te ao meu lado
— ainda ofegante, ainda quente
E eu passo os dedos pelo teu cabelo

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

EU JÁ PERCORRI MIL VEZES




A minha boca encontra 
o teu pescoço antes de qualquer palavra.
Os meus dentes roçam a tua pele 
como quem prova a comida antes de a devorar.