Nasce no ventre do tempo,
sopra leve em contratempo,
canta o riso, geme a dor,
sussurra o cheiro da flor.
É poema sem arrasa,
feito em silêncio e fumaça.
Corre, se vai sem ameaça,
a vida é vento que passa.
No olhar de quem nos ama,
no sol que aquece e derrama,
na infância que ri contente,
há um sentido permanente.
Mas num instante ela esvoaça,
se esconde, muda de praça.
E ainda assim nos abraça:
é chama breve que enlaça.


Que forma mas poética y bella de ver nuestro paso por este mundo, mis felicitaciones.
ResponderExcluirSaludos.