Nasce no ventre do tempo,
sopra leve em contratempo,
canta o riso, geme a dor,
É poema sem arrasa,
feito em silêncio e fumaça.
Corre, se vai sem ameaça,
a vida é vento que passa.
No olhar de quem nos ama,
no sol que aquece e derrama,
na infância que ri contente,
há um sentido permanente.
Mas num instante ela esvoaça,
se esconde, muda de praça.
E ainda assim nos abraça:
é chama breve que enlaça.
Nota da autora:
A vida é um sopro encantado que nos ensina a leveza e a urgência de sentir.
Esta poesia é meu abraço poético ao instante, esse milagre que vive entre o nascer e o partir.
Entre luz e sombra, a vida se desenha como bordado sutil — às vezes leve, às vezes denso, mas sempre valioso.
Deixo um rastro de gratidão pelo simples fato de existir e sentir, mesmo quando tudo parece vento.
❦
Cléia Fialho


.png)
Que forma mas poética y bella de ver nuestro paso por este mundo, mis felicitaciones.
ResponderExcluirSaludos.