Um grito de prazer sai dessa boca,
como música viva em plena noite,
um arder de paixão que tudo invoca,
e faz da escuridão um delicado açoite.
O corpo, em êxtase, se entrega ao instante,
como se o desejo fosse a própria estrada;
na liberdade do sentir mais pungente,
a alma se acende, inteira, desvelada.
Num bailado de amor e de euforia,
cada curva revela uma nova certeza;
e o coração, tomado pela harmonia,
bate com força, rendido à natureza.
E nesse instante, o fervor permanece,
como chama que não aceita se apagar;
entre lençóis de estrelas, a lua estremece,
vendo o amor em seu modo de incendiar.
No êxtase da entrega, não há adeus,
só a vertigem doce do que se deu;
é a celebração de um amor só teu,
no grito de prazer que a noite recebeu.
.jpg)