Eu te amo no tempo exato em que meu coração se perde.
sem pressa, sem mapa, sem defesa.
um vai e vem de maré interna,
lento, profundo, inevitável.
como se já te conhecesse antes do mundo inventar o tempo.
gestos leves que dizem mais do que a voz consegue segurar.
Nada em mim sabe fingir quando estás aqui.
onde o limite é só uma linha que se dissolve.
não há mais distância entre mim e teu espaço —
somos quase a mesma presença respirando em dois corpos.
Teu calor me atravessa, me desarma, me refaz.
só pulsa, só insiste, só cresce.
tudo em mim vira fluxo…
e deixa de caber em qualquer controle.
Me aproximo de ti como quem entra num sonho quente,
O corpo aprende um idioma próprio quando te sente por perto —
Meu sorriso nasce meio torto, meio segredo,
Te deixo sinais na pele em forma de carinho,
Minha respiração te revela tudo o que tento esconder.
Há um jogo silencioso entre proximidade e entrega,
E quando te alcanço por inteiro,
Encosto em ti como quem encontra abrigo depois da tempestade.
Me perco nesse movimento interno que não obedece pensamento,
E quando o instante chega ao seu ponto mais alto,
❦
Cléia Fialho

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