🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


terça-feira, 30 de setembro de 2014

DEVORA-ME A LÍNGUA




Prendo-te em mim como quem aprisiona fogo,
Como quem segura um trovão,
Cruzo as pernas para não te deixar escapar,
Tatu-te no ventre, em signos de paixão,

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A FOME DO MEL




As mãos dele encontraram a nuca dela antes de qualquer palavra. Agarraram o cabelo escuro e revolto, os dedos enroscando-se nas raízes, e puxaram. A boca dele colidiu com a dela num impacto duro, sem hesitação, como se a pausa dos segundos anteriores tivesse sido uma traição à fome que o consumia. 

domingo, 28 de setembro de 2014

INCÊNDIO DE CORPOS




É sempre igual, mas nunca o mesmo,
quando me perco em ti,
devoro tua essência em delírio,
sou chama que percorre tua pele,

sábado, 27 de setembro de 2014

TORMENTA ARDENTE




Guardo-te em mim como quem guarda relâmpagos,  
fecho o corpo para conter o vendaval,  
escrevo no ventre brasas dispersas,  
sinto tua presença ainda a se multiplicar.  

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

FOGO INDÔMITO




Em mim te guardo, como quem colhe tempestades,
fecho o corpo para não deixar escapar,
escrevo no ventre relâmpagos dispersos,
sinto tua presença ainda a se multiplicar.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

PREENCHIDA ATÉ O LIMITE




As costas dela afundaram nos lençóis amarrotados quando o peso dele a cobriu. As mãos firmes do homem fecharam-se nos pulsos dela e prensaram-nos contra o colchão, os dedos calejados a cravar-se na pele clara. Imobilizada, sentiu o joelho dele forçar-lhe as coxas até se abrirem, o tecido áspero da calça dele a roçar-lhe a pele nua. A respiração dela falhou.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

RITUAL DE POSSE




Desço até a tua carne, território vivo e latejante,
minha boca é o abismo onde a tua razão se perde.
Devoro-te com a voracidade de um verso proibido,
sem piedade, sem freios, sugando a pulsação da vida.

domingo, 21 de setembro de 2014

VENTRE CHEIO DE TI




Chega mais perto, meu vício, meu fogo, meu tarado,
a madrugada é longa e o meu corpo é urgente,
enfia-me a língua na boca, sela o meu grito abafado,
enterra-te em mim de uma vez, fundo, presente.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

COLISÃO DE FLUÍDOS




Desmonto as armaduras de qualquer censura,
deixo cair as rédeas desta sanidade cega,
e me entrego, pedaço a pedaço, à tua volúpia.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A ÚLTIMA VEZ QUE ELA DISSE NÃO




O quarto era escuro, mas não vazio. A luz do poste lá fora entrava pelas frestas da persiana, desenhando listras de sombra e claridade no corpo nu que se movia sobre o colchão. Ela estava de bruços, os braços estendidos, os dedos a arranharem o lençol como se tentasse agarrar-se a algo que já não existia.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

BEBE MINHA BOCA




Somos fúria, desejo que explode e some,
Na dança crua, visceral e urgente,
Somos verso, somos carne ardente.