As costas dela afundaram nos lençóis amarrotados quando o peso dele a cobriu. As mãos firmes do homem fecharam-se nos pulsos dela e prensaram-nos contra o colchão, os dedos calejados a cravar-se na pele clara. Imobilizada, sentiu o joelho dele forçar-lhe as coxas até se abrirem, o tecido áspero da calça dele a roçar-lhe a pele nua. A respiração dela falhou.
Ele deslizou o polegar pelo ventre macio dela, uma pressão lenta e deliberada. O olhar escuro e pesado percorreu-lhe o corpo como se lesse uma página em branco.
— Vou escrever em ti — murmurou, a voz grave e imperiosa. O polegar traçou uma linha do umbigo ao osso púbico, e o pulso maior do coração dele bateu contra a coxa dela. — Cada palavra vai ficar dentro de ti.
O Homem posicionou o corpo sobre ela, olhando-a de cima.
Ele a penetrou de uma vez, o pau duro a rasgar-lhe a buceta numa estocada funda que arrancou um gemido involuntário dos lábios dela. A Mulher sentiu-se preenchida até ao limite, as paredes internas a cederem ao comprimento dele. O Homem não esperou — começou a foder com estocadas violentas, o pulso maior a martelar-lhe o ventre por dentro, cada batida um compasso de posse.
Ela arqueou as costas, os lençóis amarrotados a enrolarem-se nos punhos que ele ainda prendia. Os sons úmidos e obscenos preenchiam o quarto — o vaivém molhado do pau a entrar e sair, as bolas dele a baterem na carne macia das nádegas dela com um estalo repetido. A buceta da Mulher engolia-o até à raiz e pingava melada no lençol, uma mancha escura a espalhar-se no tecido.
O Homem agarrou-lhe os quadris com força bruta e puxou-a contra si, os dedos calejados a cravar marcas na pele clara. Depois, virou-a de bruços e levantou-a pela cintura.
De bruços, a Mulher sentiu o colchão ceder sob os joelhos. O Homem agarrou-a pela cintura e puxou-a contra si, o pau duro a procurar a entrada molhada. Encontrou-a sem hesitar e enterrou-se até à raiz numa só estocada. A buceta dela apertou-o, as paredes internas a contraírem-se em volta do comprimento dele.
Ele não deu trégua — começou a foder por trás com estocadas brutais, o quadril a bater nas nádegas dela com estalos secos que se misturavam com o som úmido do vaivém. A cama rangeu, os lençóis amarrotados a desfazerem-se sob o peso dos dois corpos. O pulso maior do coração dele martelava contra as costas dela a cada investida, um tambor surdo que lhe ritmava a respiração ofegante.
O Homem enterrou os dedos na cintura da Mulher com força bruta, as pontas calejadas a cravar marcas vermelhas na pele clara. Puxou-a contra o pau com o pulso maior, obrigando-a a receber cada centímetro. Ela gemeu, o rosto afundado no travesseiro, a boca aberta num grito mudo. As estocadas eram fundas e obscenas, o pau a rasgar-lhe a buceta num ângulo que lhe tocava o fundo do ventre. A melada escorria pelas coxas dela, grossa e quente, a pingar nos lençóis já manchados.
O orgasmo chegou sem aviso — a buceta da Mulher espremeu o pau em espasmos violentos, as paredes internas a pulsarem em volta dele. Ela gritou, um som rouco e partido, o corpo a desmoronar sob o peso do Homem. Os músculos cederam, a respiração falhou, e ela mordeu o lábio até sentir o gosto do sangue. Ele não parou — continuou a bombear dentro dela, as estocadas agora mais curtas e rápidas, o pulso maior a acelerar.
O Homem urrou. Um som grave e imperioso que encheu o quarto. O pau inchou dentro da buceta da Mulher e ele gozou, despejando jatos quentes e espessos de tinta branca no fundo do ventre dela. Cada pulsação selava-a, enchia-a, marcava-a. Ela sentiu o líquido a espalhar-se lá dentro, quente e viscoso, a escorrer pelas paredes internas. O Homem ficou uns segundos imóvel, o pau ainda enterrado, as mãos a apertarem-lhe a cintura com força desmedida.
Depois, retirou o pau devagar. O sêmen escorreu atrás, espesso e branco, a pingar da buceta aberta para o ventre macio dela. O Homem esfregou o pau semi-duro, sujo de porra e melada, pela pele clara do ventre da Mulher. Selou-a com o líquido branco, espalhando-o em círculos lentos. Depois, retirou o pau e observou a tinta espessa e branca a escorrer pelo ventre dela.
O Homem recuou até ao pé da cama. Ficou ali, de pé, o peito a arfar, o olhar escuro e pesado a percorrer o corpo da Mulher como quem lê uma página acabada de escrever. Ela não se moveu. Permanecia deitada de costas, as pernas abertas, os lençóis amarrotados a emoldurar-lhe o corpo. O sêmen escorria lentamente do ventre para as coxas, um fio grosso e branco a serpentear pela pele clara até se perder no tecido.
Ele inclinou-se e passou o polegar pelo ventre dela, espalhando a tinta branca em círculos lentos. A pele cedeu sob a pressão, macia e quente. Ela ficou imóvel, fixada no lençol como uma obra, os olhos abertos mas vazios, a respiração ainda em fragmentos. O Homem endireitou-se e recuou mais um passo, os olhos presos à figura que deixara na cama. A porra começava a secar, a puxar-lhe a pele do ventre num repuxar leve e constante. Ela fechou os olhos.
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Cléia Fialho

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