Há um ritmo lento
em nossos encontros,
como se o tempo aprendesse
a respirar entre um toque e outro.
Teu corpo vem ao meu
em ondas suaves,
numa dança íntima
feita de silêncio, calor
e desejos que se reconhecem sem palavras.
Cada gesto acende
uma centelha diferente,
cada pausa prolonga
a vertigem doce
de estarmos tão perto.
Nossos corpos se entendem
como versos antigos,
entrelaçados numa melodia
que pulsa sob a pele
e atravessa a alma.
E nesse vai e vem de emoções,
o amor se derrama inteiro,
misturando paixão e ternura
num instante que parece eterno.
Somos fogo e abrigo,
tempestade e calmaria,
dois corações entregues
à intensidade luminosa
desse encontro
que nunca termina dentro de nós.
