A lua desenha sombras longas no corredor
Onde o tempo esqueceu de seguir seu curso
Tudo é silêncio e poeira guardada.
Do retrato que ainda respira na parede
Pois a vida deixou uma marca na moldura.
Ouço o bater de um relógio parado
Como se o peito da casa ainda sentisse
O frio que sobe pelas frestas do assoalho.
A névoa entra pela janela aberta
Trazendo o cheiro de flores esquecidas
Neste jardim onde ninguém mais caminha.
Fecho os olhos e sinto o peso da noite
Onde o sonho se confunde com o destino
E o mundo lá fora parece uma memória distante.
❦
Cléia Fialho


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