Há um segredo na penumbra,
um sopro que não se nomeia,
um olhar que se demora,
como quem toca sem tocar.
um enigma que se abre em silêncio,
palavras se tornam véus,
e o véu é convite ao mistério.
Não há pressa,
apenas o ritmo da respiração,
um compasso que se insinua,
um arrepio que se oculta.
O desejo não se mostra inteiro,
ele dança nas margens,
se revela em fragmentos,
como chama sob cristal.
E nesse jogo de sombras,
o erotismo é mais intenso,
porque não se entrega,
apenas se deixa adivinhar.
❦
Cléia Fialho


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