A meia-luz desenha contornos no quarto,
onde a pele encontra a pele
em um diálogo que dispensa a voz.
como um caminho que se reconhece,
e o desejo se expande,
ignora o relógio,
decide que o agora é o único tempo possível.
Vejo o brilho nos teus olhos,
um fogo que se traduz no toque dos dedos,
no calor que percorre o espaço entre nós
enquanto a noite observa, silenciosa,
nossa entrega.
No compasso do teu suspiro,
o mundo lá fora deixa de existir.
Não há pressa, não há destino,
apenas a sintonia de dois corpos
que, no esquecimento do tempo,
se tornam um só.
❦
Cléia Fialho

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