O pulso dispara num tropel de febre,
Sinto a carne em combustão,
desgovernada,
Quando entrelaças tuas pernas em abrigo,
Envolvendo meu ser num laço de desejo,
Uma âncora que ancora
o mar de minha volúpia.
Desces,
desces pelo meu corpo com a suavidade
De uma brisa que incendeia,
que arrepia,
Traçando mapas sobre a geografia do prazer,
Onde a respiração se perde em gemidos,
Teus coxas nuas encontram a verdade.
A verdade despida,
crua,
em êxtase profundo,
Onde nossos corpos se fundem na urgência,
Do toque que queima,
do gozo que transborda,
Neste embate voraz que suspende o tempo,
Que rasga a alma em mil pedaços de luxúria.
E mergulhamos,
famintos,
no abismo do sentir,
Onde só resta o calor da nossa entrega,
Deixando o mundo lá fora,
esquecido e mudo.
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