Na brisa suave onde dançam os corpos
a luz do entardecer desenha sussurros,
pétalas de línguas encontram-se,
o toque é um poema escrito ao acaso,
versos secretos que ardem em chamas.
Olhos que falam em mudo delírio,
a carne respira em sinfonia viva,
mãos que deslizam como sombras,
trilhos de desejos desenhados na pele,
o coração em uníssono, pulsante.
Cores vermelhas sob a luz da lua,
onde o amor se veste de alquimia,
cada gesto uma nota, cada suspiro,
um compasso de rimas ocultas,
enquanto a noite se abre em flor.
O tempo é um poeta que arrisca,
escreve as histórias de nós dois,
o primeiro encontro, o calor subindo,
a espera que se dissolve em passos,
na promessa eterna dos amantes.
Assim, na penumbra dos nossos sonhos,
na fragância da pele que se entrelaça,
a poesia em nós flui e resplandece,
celebrando a beleza do instante,
um canto de amor que nunca se acaba.
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