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domingo, 9 de agosto de 2026

ME ROUBA EM JUÍZOS



Desperta em mim esse fogo inquieto,
chega mais perto e me desarma inteira.
Teu olhar em chamas me rouba o juízo,
e me arrasta leve para outra maneira.

Teus olhos brincam, cheios de ousadia,
acendem em mim um desejo sem freio.
E cada beijo que ainda imagino,
vira um chamado correndo no meu peito.

Teu jeito travesso me tira do prumo,
me deixa entregue, sem rota, sem chão.
E o corpo inteiro já vai se rendendo
ao ritmo quente dessa atração.

Tua boca encontra caminhos em mim,
insinua o gosto do que não se diz.
E quando te chegas, tão perto, tão livre,
me torno vontade de ser só raiz.

Há um tremor doce correndo em silêncio,
uma promessa que o corpo entende.
E eu já não sei mais voltar para trás,
quando teu gesto em mim se acende.

Vem sem demora, sem medo, sem tempo,
que os sentidos já perderam razão.
Seja o encontro, o impulso, o instante…
e me leva inteira nessa explosão.





Cléia Fialho

sábado, 8 de agosto de 2026

UMA NOITE COMO TANTAS OUTRAS



Uma noite de êxtase e vertigem,
quando os teus gestos me tomaram por inteira,
e meu peito batia em descompasso intenso,
afogado em ti, na tua doce maneira.

Era apenas uma noite como tantas outras,
sem sinais do destino a anunciar,
mas teus lábios trouxeram fogo à pele,
e teus toques souberam me transformar.

Me vi tomada por uma entrega serena,
nossos corpos se reconheceram em união,
entrelaçados em abraços profundos e lentos,
e tu permanecias em mim como sensação.







Cléia Fialho

terça-feira, 4 de agosto de 2026

EM BUSCA DE SENTIDOS



A vontade de percorrer teu corpo inteiro,
como quem desvenda um território sagrado,
com a entrega da boca em busca de sentidos,
e das mãos que aprendem o teu segredo calado.

A vontade de acalmar o incêndio que te habita,
esse vulcão que em silêncio me chama e devora,
com a pressa suave dos meus instintos despertos,
e a fome doce que em mim se demora.

Quero te sentir sem pressa e sem limites,
como mar que invade a areia sem pedir licença,
e em cada toque descobrir novas marés,
onde o desejo se perde e também se pensa.

E assim, entre fogo e respiração suspensa,
teu corpo e o meu viram mesma linguagem,
um só impulso, uma única corrente,
onde o amor se escreve em louca viagem.







Cléia Fialho

domingo, 2 de agosto de 2026

ENTRE LENÇÕES E DESEJOS




Em um suspiro profundo, perdi-me na carne,
Entre lençóis e desejos, onde a pele se rende.
O calor que emana é a chama, tão constante,
Que aquece o corpo, fazendo-o, em silêncio, 
— entender —

Duas mãos não bastam, a sede é demasiada,
Cada curva, cada traço, cada canto revelado.
Os dedos se perdem, e a alma é chamada,
A cada toque, um universo é despertado.

O rosto no tecido, na busca do afago,
A boca, entre suspiros, anseia o sabor.
O corpo é um campo, onde o prazer é um lago,
Onde as águas da paixão se misturam ao clamor.

E no seio do desejo, o corpo é uma canção,
Uma melodia de dores e delícias em dança,
Que envolve o ser inteiro em uma obsessão,
Onde o querer é um grito que nunca cansa.

As pernas se entrelaçam, como raízes no chão,
Buscando o ápice onde a razão perde seu lugar,
Em um frenesi, se mutiplica o tesão —
A urgência é a chave para o prazer encontrar.

Assim, nas sombras, é onde se vive o querer,
Onde o toque se torna verbo, e o silêncio é grito.
Na doçura do momento, não há tempo a perder,
Só o agora, o prazer, e o corpo aflito.






Cléia Fialho

sexta-feira, 31 de julho de 2026

sábado, 7 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

DELÍRIO MANÍACO





Delírio maníaco
 inebriante... flamejante
 o aroma afrodisíaco
 dos seus pêlos exalante
 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

SEXO TESO





Seu corpo eu bem conheço
 é um território familiar
 por conquista eu mereço
 o direito de te amar.

 

domingo, 13 de maio de 2018

PALAVRAS TESAS




Sob palavras sem nexo
eu sinto teu murmurar
junto em bafo teu falar
de alimento a nosso Sexo.

Te chamo de minha puta
minha amada perdição
querida dá-me tesão
que te beijo a tua gruta.

Me chama de puta sim
que sou puta só de ti
mete o teu na minha aí
te sinta dentro de mim.

Amor meu podes tu crer
és safada mas não te safas
não penses que me estafas
eu o ergo para te meter.

A ofensa que nos fascina
que me faz eu ficar teso
tuas partes onde reteso
solto sémen em tua vagina.

Foi gozar de tal maneira
de nosso corpo enlaçado
nos rimos do tal falado
perde-mo-nos de estribeira.

Por: Rosalindo Moita
(Carinho recebido do amigo)