🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


segunda-feira, 5 de maio de 2014

O DEDO QUE A FAZ CONTORCER




A  multidão apertava-a contra ele, corpos anónimos a comprimirem-se na penumbra abafada. Sentia-lhe o peito duro contra as costas, a respiração quente no pescoço. A mão dele subiu-lhe pela cintura, lenta, os dedos a agarrarem-lhe o seio por cima do tecido fino da blusa. Mordeu o lábio inferior, um gemido preso na garganta. 

domingo, 4 de maio de 2014

DESEJO ARDENTE




Ah, minha boca vai ao teu corpo vibrante,
Saboreio-te como um poema indecente,
Vou até o limite, ávida, sem descanso,
Sorvo teu néctar com sorriso envolvente.

sábado, 3 de maio de 2014

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A ESSÊNCIA DO OUTRO




Os lábios dele roçaram a orelha dela, secos e quentes, e o sussurro veio como um sopro quebrado. «Não faz sentido esta vontade.» Ela estremeceu, o corpo inteiro a responder antes da razão, e mordeu o lábio inferior com força. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

DESEJO CARNAL




Teu gosto é meu paraíso, 
Devoro-te com paixão,
Teu corpo é meu banquete, 
E eu vou deixar minha essência em ti.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

CORPO ABERTO




Meu corpo nu espera a tua boca quente,
e a língua que devora o meu suor salgado.
A mão que aperta, a unha que mente,
o grito que é gozo — mas ainda não chegou.

terça-feira, 29 de abril de 2014

SELVAGEM NA CAMA




Ela apoia as mãos no lençol revolvido e arqueia as costas, oferecendo os quadris para trás. O corpo treme de antecipação, os seios cheios balançam com o movimento. A noite abafada cola os cabelos soltos na nuca suada.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

EM GOZO E VERSO




Daqui onde a boca ainda queima
e o verso desce como fruta madura,
teu tronco é curva, chama, madeira,
e eu sou a sede que não se apura.

domingo, 27 de abril de 2014

LÍNGUA




A minha língua desce devagar.
Primeiro o teu peito. 
Depois a tua barriga. 
Depois mais baixo.

sábado, 26 de abril de 2014

O CÚ QUE CHORA




Ela se ajoelhou na cama sem que ele dissesse nada. Os joelhos afundaram no colchão, as coxas se abriram devagar, e ela empinou o rabo — a curva das nádegas exposta sob a luz fraca do abajur, o cu apertado e escuro entre elas. Esperou. O silêncio dele atrás dela era mais pesado que qualquer ordem.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

ATRITO SELVAGEM




Meus dias sem ti foram eras desérticas, séculos de cinza,
uma contagem maldita de madrugadas em que o vazio me habitava.

Nesses meses de exílio, fechei os olhos para te inventar na carne:

quinta-feira, 24 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

CINCO AO MESMO TEMPO




Ela estava de joelhos no colchão, o corpo magro tremendo de antecipação. Os cinco homens a cercavam, paus duros apontados para ela como promessas. Ela estendeu as mãos e puxou cada um para perto, sentindo o peso e o calor de cada pau contra a pele. O Homem da Bucetinha a empurrou de costas para ele e abriu suas pernas com os joelhos, a glande já esfregando na entrada molhada, espalhando o mel que escorria. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

MINHA VOZ — TEU CORPO




Eu visto a saia branca sem calcinha
e sinto o ar gelado roçar onde mais arde
Cada passo que dou, o tecido sobe
e eu sei que tu olhas — eu quero que olhes.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

GUIADA CEGA PELAS TUAS MÃOS




MÃOS QUE VEEM POR MIM

Tu vendas os meus olhos
— um pano macio, escuro, quente
E de repente, o mundo desaparece