Sirva-me em taças transbordantes
daquilo que incendeia a alma,
pois a fome que trago nos lábios
não se aquieta em migalhas.
Quero excessos derramados
pela pele da madrugada,
como rio que rompe margens
na força da cheia anunciada.
Mistura teu desejo ao meu
numa dança sem medida,
até que reste entre nós
somente a vertigem da entrega consumida.
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