TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 15 de junho de 2021

domingo, 13 de junho de 2021

MUNDO SURREAL





Na floresta de asas flamejantes
Unicórnios com gravatas de arco-íris
Lágrimas de gelatina caem do céu
E peixes nadam nos rios de sorvete.

sábado, 12 de junho de 2021

PROMESSAS DESFEITAS




Promessas desfeitas, como pétalas ao vento
O que era amor intenso, tornou-se lamento
A conexão outrora forte, agora é quebrada

sexta-feira, 11 de junho de 2021

PENSAMENTOS EM PROFUSÃO




Na solidão, encontro um mar de introspecção
Um oceano de pensamentos em profusão
Mas é na quietude que encontro minha voz.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

DE CABO A RABO ATÉ GOZAR



Amor alucinado, que me faz delirar,
Teu toque me leva a outro mundo, além,
Sou tua, em corpo e alma, sem hesitar...
 
Teus beijos me consomem, sem fim,
Minha pele arrepia com teu desejo,
Depravada, mas não há mal em ser assim...
 
A loucura me domina, num ensejo,
De prazer intenso, que me faz trepidar,
Somos um só, numa orgia sem pejo...
 
Tarada, talvez, a luxúria me faz estrupidar,
O mundo que me julgue, não importa,
Chuva dourada de cabo a rabo até gozar!




  Cléia Fialho

quarta-feira, 9 de junho de 2021

MEU QUERIDO PEÃO GAUDÉRIO



No lombo do horizonte, onde o sol se esconde
Surge um peão gaudério, forte e resoluto
Com espora tilintante, e alma que responde
Ao chamado da pampa, com orgulho absoluto.
 
Meu querido peão, de bombacha e guaiaca
Teus olhos refletem o céu da imensidão
No galope do vento, tua essência se destaca
Na dança do capim, és pura tradição.
 
No alvorecer campeiro, sob o céu anil
Teus passos marcam o ritmo do pago
Com a destreza do mate, tua mão sutil
Domina as rédeas do tempo, em um eterno afago.
 
Teus laços entrelaçam histórias de chão
Na ronda da estância, guardião das estrelas
Meu querido peão, em cada galope são
Teces a teia da vida, nas sendas mais belas.
 
No chiar das fogueiras, onde o mate se reparte
A tradição se entrelaça nos versos da estampa
Meu querido peão, em cada tropel que parte
Deixas um rastro de sonhos na vastidão que se estampa.
 
Na cadência da milonga, teu coração ecoa
Como o canto dos tordos na serenata da noite
Meu querido peão, tua alma se entrelaça e voa
Pelos pagos do sul, num galope de alegria e açoite.
 
Assim, meu querido peão gaudério
És a poesia viva que a pampa entoa
Com as rédeas da vida em teu critério
Dançando no compasso da tradição que ecoa.




  Cléia Fialho