TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quarta-feira, 20 de novembro de 2024

TRANSFORMA O CALOR EM PRAZER



 —O Calor e o Gelado —

Com este calor abrasador, 
nada me parece mais atraente do que um gelado. 
A ideia de me refrescar com uma sobremesa gelada é irresistível. 

 —O Encontro —

Quero esse momento assim, **descarado**,
 com o olhar fixo e determinado, 
cheia de vontade de aproveitar cada instante. 

 —A Degustação —

Primeiro, 
quero provar devagar, 
sentir o sabor que se espalha 
e deixar a língua explorar cada detalhe dessa delícia. 
É uma dança lenta e prazerosa entre o frio e o quente.

 —Refrescando a Alma —

Depois...
entrego-me completamente, 
buscando o alívio que só um gelado pode proporcionar.
 Deixo que ele apague o fogo interno, 
acalmando e renovando cada parte de mim.

 —O Desfecho —

Ao fim, 
estou saciada, 
com o corpo leve, 
enquanto o gelado, 
agora derretido, 
testemunha a satisfação que proporcionou. 
É uma doce rendição, 
um momento de pura indulgência 
que transforma o calor em prazer.




  Cléia Fialho

terça-feira, 19 de novembro de 2024

CORPOS ERRANTES PELO DESEJO

 


Corpos errantes pelo desejo
Acesos, famintos
Procurando perdição
Em outro corpo

Presos porém livres
Pela pele

A carne vazia
Nada a sacia
E continua sua caçada
Procurando em toda cama, em todo canto
Na boca, no beijo, no suor
...finalmente

Corpos errantes se encontram
Em mútuos gemidos ofegantes
Quentes, urgentes, molhados

Corpos não mais errantes

...o que era vontade...
Agora é carne...

Em um encaixe perfeito...
Ardem juntos...

Em sua eterna fome.




  Cléia Fialho

NO FUNDO DA GARGANTA



Fode-me como se o mundo acabasse amanhã,
Com a urgência de quem nunca mais terá outra chance.
Não me beija — devora.
Não me toca — possui.

Tuas mãos apertam meus seios até doer,
Unhas que cravam carne, marcando território.
Eu grito porque quero mais,
Porque a dor é o preço do prazer verdadeiro.

Penetra-me sem piedade, sem preâmbulos,
Até eu sentir-te no fundo da garganta.
O som da pele batendo em pele
É o único hino que quero ouvir.

Morder, arranhar, suar, sujar-nos,
Em espasmos que não pedem permissão.
Não quero romance — quero a besta,
A fera, o ato cru, a devoração.

Até colapsarmos em sangue e suor,
Ofegantes, vencidos, completos.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

MOMENTO ETÉREO




Na luz do luar, o amor floresce
Olhos brilham como estrelas no céu
No coração, essa chama não fenece
Momento etéreo e singelo como um véu.

A brisa suave sussurra uma prece
Nossa história, gravada no papel

Teu sorriso é a canção que me aquece
Caminhamos juntos, num destino fiel
Cada instante contigo é doce como o mel
Sob o luar, nossoa paixão prevalece.




  Cléia Fialho

domingo, 17 de novembro de 2024

LADO A LADO




Entre nós dois não há segredos
Sem regras, sem surpresas, sem medos
Um instante profundo e íntimo.

sábado, 16 de novembro de 2024

ENCANTO PERPETUADO




No horizonte, o sol se põe sereno
Pintando o céu com tons de alvorecer
Na brisa suave, um suspiro ameno
O amor desperta, pronto a florescer.

Com métrica e rima, em harmonia
Versos se entrelaçam com maestria
Palavras ganham vida e poesia
Em cada estrofe, uma melodia.

O amor é um espelho da emoção
Transborda em cada verso escrito
Expressa anseios, desejos e paixão.

O poder do querer é descrito
Em linhas, o mundo é retratado
No amor, o encanto é perpetuado.




  Cléia Fialho