TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

ESTREITA TORRENTE



As lavas do meu vulcão
 Se derramam ao teu prazer
 Meu amante viripotente

 Com seu corpo rijo e quente
 Suas mãos ágeis e infalíveis
 Exploram minha estreita torrente

 Fazendo meus desejos estrondar

 Entre seus braços tão sensíveis.




  Cléia Fialho

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

ACABO SEMPRE CEDENDO




Vai embora, bate a porta...
sai mundo à fora... 
amor sofrido, tesão bandido...

E você volta, com a cara deslavada
não aconteceu nada?!

E eu mais cretina e safada
aceito você de volta como sempre
Confesso: estou perdidamente 
apaixonada por você!

Mas um dia o feitiço vira contra o feiticeiro
e eu posso não te querer
Nem metade... 
muito menos inteiro!




  Cléia Fialho

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

VOCÊ MAIS EU



Você me provoca...
você me assanha
num beijo molhado
você me abocanha
Eita!... Paixão tamanha.

Eu te seduzo...
eu te abraço
te aperto entre as pernas
lascivo amasso
Eita!... Prazeroso corpaço.

Você me pega...
você me come
se farta em meu corpo,
saciando sua fome
Eita!... Amor luxuoso.

Eu me ofereço...
eu me entrego
trepar com você é gostoso
não nego
Eita!... prazer impetuoso.




  Cléia Fialho

domingo, 1 de janeiro de 2017

QUEM QUISER SABER QUEM SOU



𝐂𝐥𝐢𝐜𝐤 𝐞 𝐄𝐒𝐂𝐔𝐓𝐄 ♩ ♪ ♫ 

Quem quiser saber quem sou
Olha para o céu azul
E grita junto comigo
Viva o Rio Grande do Sul
O lenço me identifica
Qual a minha procedência
Da província de São Pedro
Padroeiro da querência

Ó meu Rio Grande de encantos mil
Disposto a tudo pelo Brasil
Querência amada dos parreirais
Da uva vem o vinho
Do povo vem o carinho
Bondade nunca é demais

Berço de Flores da Cunha
E de Borges de Medeiros
Terra de Getúlio Vargas
Presidente brasileiro
Eu sou da mesma vertente
Que Deus saúde me mande
Que eu possa ver muitos anos
O céu azul do Rio Grande

Te quero tanto torrão gaúcho
Morrer por ti me dou no luxo
Querência amada, planície e serra
Dos braços que me puxa
Da linda mulher gaúcha
Beleza da minha terra

Meu coração é pequeno
Porque Deus me fez assim
O Rio Grande é bem maior
Mas cabe dentro de mim
Sou da geração mais nova
Poeta bem macho e guapo
Nas minhas veias escorre
O sangue herói de Farrapos

Deus é gaúcho de espora e mango
Foi maragato ou foi chimango
Querência amada, meu céu de anil
Este Rio Grande gigante
Mais uma estrela brilhante
Na bandeira do Brasil
A Alma Gaúcha em Versos: 
Uma Análise de 'Querência Amada'

A música 'Querência Amada', interpretada pela dupla Oswaldir e Carlos Magrão, é uma verdadeira ode ao Rio Grande do Sul, expressando um profundo sentimento de amor e pertencimento à terra gaúcha. A letra da canção é repleta de referências culturais e históricas que ressaltam a identidade do povo sul-rio-grandense, começando com a menção ao céu azul e ao grito de orgulho pelo estado. O uso do lenço, um símbolo tradicional gaúcho, serve como um marcador de identidade e procedência, ligando o indivíduo à sua terra natal.

A canção prossegue exaltando as belezas naturais e as riquezas culturais do Rio Grande do Sul, como os parreirais e o vinho, além de homenagear figuras históricas importantes, como Getúlio Vargas. A música também destaca a bravura e o espírito guerreiro do povo gaúcho, fazendo alusão à Revolução Farroupilha com a menção ao 'sangue herói de Farrapos'. A expressão 'Deus é gaúcho de espora e mango' ilustra a crença de que até mesmo Deus teria características gaúchas, evidenciando o orgulho regionalista.

Por fim, 'Querência Amada' é uma declaração de amor ao estado, onde o eu lírico declara que, embora seu coração seja pequeno, o Rio Grande do Sul é tão grandioso que cabe inteiro dentro dele. A música termina com a visão de que o estado é uma estrela brilhante na bandeira do Brasil, reforçando o sentimento de união e importância do Rio Grande do Sul para o país como um todo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

NÃO ERA PROIBÍDO...




Dizem que o tempo tudo apaga
amizades vis que vieram e foram
paixões que não chegaram n'alma
só não apagou a lembrança
do amor não correspondido
fruto proibido.


Nem tudo o tempo apaga
muito menos a amizade que nos afaga
e a paixão que se esconde no coração
rouba a calma d'alma
pelo amor não correspondido
a virgem flor não era proibída
seu afeto sigiloso e escondido
permitiu ter só uma amiga
que de nada sabia
e poderia ter sido 
tua escrava de orgias!




  Cléia Fialho & Carlos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

CHEIRO DE FLOR





Tem pessoas
Que nos surpreendem
Pelos gestos de ternura
Pelas palavra
Que consolam
Ou pelos olhares
Cheios de amor
Mas você,
CLEIA FIALHO
Me surpreende
Porque de ti emana
O mais puro
Cheiro de FLOR!!





Por : Shell
GRATIDÃO

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

FAÇO-TE A MINHA POESIA



Não precisa estar aos meus pés...
 pois tão formoso és
 faço-te a minha poesia
 eu nada seria
 se não o traduzisse em meus versos
 pois conspira o universo
 totalmente à nosso favor
 entre palavras de amor
 eu digo-te novamente:

 És a minha poesia
 e tudo se faria vão
 se dentro
 do meu pequeno coração
 eu não falasse desta emoção
 quando vejo sua bela face
 que em meu peito fez enlace.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O ARDOR QUE QUEIMA



Em noites de lua, meu coração,  
Teu nome ecoa em minha mente,  
Um sussurro quente, quase um gemido,  
Vontade de libertar este ardor que queima,  
Os limites do corpo dissolvem-se,  
E em cada pensamento, eu me perco em ti.  

Que sabores seriam nossos,  
Se a pele falasse, se o toque dançasse?  
O vinho da tua presença,  
Fermentado na lucidez de um abraço,  
Corpos entrelaçados como a brisa ao florescer,  
Despertando a essência dos sentidos.  

Daria vida a cada gesto,  
Com coragem, sem medo, sem pudor,  
Teus lábios, a taça que desejo erguer,  
Um brinde ao inusitado, ao desconhecido,  
Caindo na armadilha do prazer,  
De perder-me, de encontrar em ti a totalidade.  

Ah, a intensidade que abriga o instante,  
Um eletricidade, um brilho escondido,  
Que explode silencioso, como um trovão,  
Desnudando os desejos mais profundos.  
E entre suspiros e carícias,  
Permito que o tempo se faça eterno.  

E enquanto o mundo lá fora,  
Desaparece como neblina ao amanhecer,  
Eu me entrego ao caos que é saber de ti,  
Aventurando-me em cada toque,  
De cada poro em chama,  
A vida pulsando em um ritmo voraz.  

Vamos juntos, ceder ao impulso,  
A liberdade em cada gesto roubado,  
A dança dos sentidos, uma sinfonia,  
Entre o amor e o desejo,  
Uma celebração visceral,  
Entre nós, um universo em ebulição.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SENSUALIDADE INFINITA



O sabor que deixas, em minha pele se derrama,  
Teus dedos traçam mapas onde o desejo se revela.  
Invocas vontades que dançam ao luar da noite,  
Um ritmo profundo, incessante, em cada toque.  

Teus olhos, chamas que ardem na penumbra,  
Iluminam memórias que tarde se desdobram.  
E mesmo ao me ausentar, teu eco persiste,  
A doce sinfonia que em meu ser se inscreve.  

Repleto deste calor, anseio por mais,  
Esse mistério de nós dois, simplesmente voraz.  
Os instantes se estendem em suaves carícias,  
Como a maré que embala e transforma a areia.  

A força do teu ser me envolve, atordoante,  
E cada suspiro é um convite à entrega,  
Um desafio velado entre risos e gemidos,  
E um pacto sutil que a brisa não revela.  

Desejo intenso, feito de névoa e paixão,  
Teus lábios, um oásis em meio à solidão.  
À sombra, descobrimos o que é ser onde estamos,  
E o tempo é mero detalhe, diante do instante.

Por ti, subo montanhas, atravesso tempestades,  
Teu corpo é a sinfonia que ecoa a eternidade.  
Não são os momentos, mas o fogo que permanece,  
A essência crua, visceral, que nunca adormece.  

Quero mais dessa dança, desse amor indomável,  
Aquela loucura que não se contém em palavras.  
Na entrega profunda, estou sempre a voltar,  
Teu toque, uma alvorada, difícil de esquecer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016