TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 1 de setembro de 2020

DELICIOSO



Eu vou lamber e saborear
o seu fruto gostoso,
maduro e delicioso.

Minha língua dança devagar,
deslizando no mel que escorre,
entre curvas quentes e úmidas.

Mordo suave a polpa inchada,
sugando o néctar que inunda,
teu corpo arqueia em êxtase.

Dedos mergulham no centro doce,
provocando ondas de tremor,
até o clímax jorrar como rio.

Eu bebo cada gota tua,
faminta, insaciável,
no banquete da tua entrega total.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

domingo, 30 de agosto de 2020

GRANDIOSIDADE




Montanhas majestosas
Silêncio e grandiosidade
Natureza em destaque.

Curvas que convidam o olhar,
pele de pedra aquecida pelo sol,
o vento desliza lento,
como mãos a explorar o arrebol.

Há um pulsar escondido na paisagem,
um desejo antigo, telúrico, profundo,
onde meu corpo aprende o ritmo
no sussurro selvagem do mundo.

E entre alturas e arrepios,
sou instinto, sou entrega, sou verdade:
a natureza me toca inteira
com sua calma e sensualidade.





  Cléia Fialho

sábado, 29 de agosto de 2020

PALADARES



Paladares açucarados
Tatos dedilhados
Sentidos aguçados.

Pele em suave dança,
suspiros ao luar,
desejos delicados
começam a despertar.

Teus olhos me percorrem
com ternura e calor,
feito chama serena
acendendo o amor.

E no perfume da noite,
entre sonhos e emoção,
nossos corpos repousam
na mesma canção.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

NOITE ESTRELADA




Noite estrelada
Suspiros viram sonhos
Alma enamorada.

Silêncio em veludo
desce lento sobre o peito
e acalma o mundo.

No céu, brilhos dançam
como se o tempo esquecesse
toda distância.

E no íntimo instante
o coração se reconhece
eterno amante.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

ABRAÇO APAIXONADO



No aconchego 
do abraço apaixonado
Dois corações 
se encontram no deleite
O prazer se tece 
num ritmo cadenciado
Alma se entrega 
à felicidade de enfeite.

no aconchego do teu abraço
o tempo perde direção
e cada instante que eu traço
se rende à própria emoção

dois olhares se reconhecem
num silêncio a florescer
e as distâncias desaparecem
quando o sentir vem acontecer

é como um fio delicado
tecendo luz pelo ar
e o mundo fica calado
só pra nos ver respirar.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

NO MOMENTO DE UMA PAIXÃO



Sinto tua pele, queima em meu toque,
Cada suspiro, um verso erótico,
Teu corpo é poema, meu desejo é verso,

Tua pele é poema, minhas mãos, pincéis,
Pintando amor no teu corpo e no meu,
Cada carícia, verso que se escreveu,

A cada toque, um verso libertino,
Teu corpo é mapa, que eu decifro aos poucos,
Na noite quente, somos versos e rimas.

Desço os lábios ao teu corpo ardente,
Saborosa, mergulho em versos proibidos,
Vou além, insaciável, sem descanso,
Bebo tua essência com sorriso depravado.

Na dança lasciva, perdemos o pecado.
Tua voz sussurra, ecoa em minha alma,
Na tela do desejo, somos arte e paixão.

Na dança sensual, nos perdemos,
Cada movimento, um verso erótico,
Tua pele meu verso favorito,
Na sinfonia do prazer, somos música.




  Cléia Fialho

terça-feira, 25 de agosto de 2020

SILENCIOSAMENTE



Através dos seus doces olhos, eu vejo
 Decifro-os em fulgor e brilhante lampejo
 Silenciosamente escuto o seu coração.

 Batendo em uma sinfonia lírica de paixão
 O seu desejo me vem com meiga doçura
 A sua ternura me emite um suave beijo.

Nos teus olhos me perco inteiro,
como quem lê um universo,
e encontro ali o roteiro
de um amor imenso e diverso.

Teu silêncio fala alto
numa linguagem sem som,
e em cada gesto mais exato
nasce um novo tom.

E assim, entre luz e encanto,
teu sentir me conduz,
feito um suave acalanto
que dentro de mim reluz.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

SANGUE — SOMBRA E VORACIDADE




Mordo tua pele sob a penumbra fria do quarto,
despido de qualquer freio, sem vestígio de remorso.
Minha boca devora a tua, sedenta, profana e sem freios,
sorvendo a tempestade que lateja em teus lábios.

O desejo é um abismo escuro onde nos atiramos.
Arfante, afundo os dentes no contorno de tua nuca,
arrancando de ti um arfar agudo,
um ganido visceral que vibra nos ossos da noite.

O calor do suor escorre como veludo negro sobre os corpos,
uma dança carnal, frenética e bruta.
Minhas garras rasgam tuas costas,
marcando na carne a ferro e fogo o nosso pacto.

Sinto o pulso da tua essência penetrar minhas entranhas,
um transe obscuro onde a dor e o êxtase se confundem.
Não há salvação, não há luz, apenas o abismo da carne:
duas feras presas ao mesmo vício,
devorando-se até que o mundo lá fora se desfaça em cinzas.




  Cléia Fialho

domingo, 23 de agosto de 2020

PERDIDA EM TEU PRAZER



Você me faz desejar-te
 expectante torno-me ansiosa
 na apetência do teu corpo...

 Fico então curiosa
 adivinhando teus pensamentos
 você vem e me abraça...

 Faz dos meus momentos
 loucos e envolventes
 faz-me toda estremecer...

 Com teus beijos quentes
 perco-me em teu prazer
 e desnudo-me lentamente...




  Cléia Fialho