TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 20 de dezembro de 2020

DOCE REFÉM



Eu por minha vez...
 Já nada tenho a reclamar
 Pois causa-me embriaguez
 Teu falo que vou tragar.

 Vou sorvendo o teu talo
 Num intenso vai e vem
 Na minha boca eu o calo
 Sendo tua dócil refém.

 Subo e desço até o gargalo
 Te causando frenesi
 Em minha goela o entalo
 Com teu gozo dentro ali.




  Cléia Fialho

sábado, 19 de dezembro de 2020

CHAMA INESGOTÁVEL



A pele arde no toque silencioso,
Lábios que deslizam, frios e ousados,
Dedos que provocam, caminhos misteriosos,
Desperta o fogo em segredos guardados.

No beijo, a promessa de um desejo voraz,
Corpos que se buscam na dança proibida,
Respirações se misturam, o tempo se desfaz,
Na entrega ardente, a fome é saciada.

Sussurros quentes, mãos que exploram,
A língua que prova, o corpo que chama,
No ritmo lento, as vontades imploram,

O prazer é chama que nunca se apaga,
No toque, no olhar, no suspiro que explode,
Somos fogo vivo, que nunca se acomoda.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

SEDENTO E MOLHADO



Antes do horizonte
 um facho de desejos
 lasciva luz que irradia
 seu olhar é como um farol
 és a lua do meu dia
 da noite és meu sol..

 No horizonte
 seu beijo é um clamor
 sedento e molhado
 como chuvas de verão
 estação de terno calor
 abrasa meu louco tesão...

 Depois do horizonte
 seu corpo emana prazer
 fonte onde flui o mel
 que dessedenta meu querer
 néctar que extrai o meu fel
 deleitosa confluência de sulcos...




  Cléia Fialho

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

LASCIVA E LIBERTINA



Melodia sexual do nosso amor
magnitude erótica dos nossos corpos
frases de linguagens desconexas
sentidos erriçados das nossas peles.

Toques... tacteares atrevidos...
sussurros... rangidos... gemidos
música carnal e sensual
dança lasciva e libertina.

Melodia do nosso encontro,
num compasso sem direção,
onde o silêncio se encontra
com o pulso da paixão

Nossos corpos em linguagem
que não precisa falar,
são versos de uma viagem
que insiste em continuar

Toques leves, demorados,
como vento sobre o mar,
e instantes entrelaçados
sem pressa de terminar

E nessa dança que arde
entre sombra e claridade,
somos música que invade

a própria eternidade.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

CORRENTE CORPORAL




Desejo tocar tua pele suada
dedilhar com minuciosidade
cada elo desta corrente corporal
que prende-me de forma tão ágil
vou prestar um tributo à tu'alma
como se fosse um ritual.

Extrair dos teus poros este amor
atear tua chama de combustão
farejar e percorrer voluptuosamente
o ardor e aroma delirante que exala
deste teu corpo sedutoramente másculo
e assim... te amar por inteiro.




  Cléia Fialho

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

O RÍTMO PERFEITO





Na complexidade da vida, 
apNa complexidade da vida,
aprender a coadunar
é como afinar os instrumentos de uma orquestra.

A harmonia surge quando diferentes notas se unem,
criando uma sinfonia única e bela —
teu ritmo no meu, meu compasso no teu,
desafios que dançam em uníssono perfeito.

Cada obstáculo é uma partitura escrita para nós,
incorporar é a arte de encontrar o ritmo sublime,
transformando o caos em melodia de abraços,
onde nossos corações tocam a eternidade.

Coadunados no amor, afinamos a alma,
notas de desejo e ternura em crescendo,
sinfonia que ecoa além do tempo,
nossa harmonia, o mais belo refrão.





  Cléia Fialho

domingo, 13 de dezembro de 2020

INTENSO TESÃO



Anoitecendo...
 em minha janela
 debruçada feito donzela
 sinto o noturno gélido vento
 desliza minha pele em toque lento
 provocando um formigamento
 uma sensação irresistível...

 Seu corpo me é perceptível
 ouço sua sedutora voz
 soprando como ar veloz
 roubando-me os sentidos
 incitando-me loucos gemidos
 despojando-me toda emoção
 justificada em intenso tesão...




  Cléia Fialho

sábado, 12 de dezembro de 2020

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

PROMESSA SERENA




Ondas do maruebram
segredos na areia do meu peito,
vem e vão como suspiros teus,
tocando a alma em silêncio lento.

Na Melodia da tranquilidade,
teu nome ecoa manso,
feito brisa que afaga o tempo
e adormece meus medos nos teus braços.

Entre sossego e sereniade,
te encontro inteira,
amor que não pressa,
que mora no olhar
e repousa no sentir.

És mar calmo dentro de mim,
promessa serena
de um sempre
que sabe esperar.




  Cléia Fialho