TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quarta-feira, 10 de março de 2021

FAREJO SEU SEXO



Me chama e me manda embora
 mas distante eu te atormento
 me ama e me odeia
 mas ausente só lamento.

 Sou sua insônia subversiva
 sua vigília persuasiva
 minhas lembranças causam aflição
 consomem suas taras em tesão.

 Suas mãos querem meu corpo
 e o seu corpo quer o meu cio
 farejo seu sexo selvagem
 que na calada da madrugada
 uiva chamando por mim...




  Cléia Fialho

terça-feira, 9 de março de 2021

LOUCA TENTAÇÃO II



Uma louca tentação
No teu olhar eu encontrei
Paixão em ebulição.

Arde mansa, provocante,
como fogo que sabe esperar,
escorrendo pela pele do instante
onde teu silêncio aprende a me tocar.

Teu sorriso me desnuda a calma,
tua presença desordena o ar,
e o desejo, lento, invade a alma
feito mar que esqueceu de recuar.

Não há pressa — só vertigem,
um convite sussurrado na intenção,
corpos que se leem sem origem,
sentidos em doce combustão.

E assim fico, inteira, acesa,
presa ao encanto que me deu lei:
sou chama solta, sou promessa,
desde o olhar onde te encontrei.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 8 de março de 2021

NO TEU ABRAÇO 



No teu abraço, encontro guarida

Entre laços de afeto, sou acolhida.

Teus braços alados, me deixam liberta

Num voo de ternura, minh'alma acoberta.


No calor desse abraço, seguro e sereno

Encontro um refúgio, pleno e ameno.

Teu abraço, poesia que acalma a dor

Verso suave que encanta meu interior.


Na dança silenciosa desse abraço apertado

Descubro o sentido do amor apaixonado.

És o abrigo, aconchego do meu caminhar

No teu abraço, meu coração encontra lugar.


Assim, perdida nos laços do teu carinho

Me encontro protegida, como num ninho.

És o verso perfeito, a rima da emoção

No teu abraço, encontro lírica canção.





  Cléia Fialho

domingo, 7 de março de 2021

QUEIMOR DO TEU CALOR



Pelo instinto mundano e selvagem
Sou poldra afligida...
Potranca xucra atrevida
Com sobrelátego de cavalagem
Sem arreios a me encilhar

Testeira... pescoceira... focinheira... sedeira
Nada tem serventia pra me domar...
Quando eu quero... eu quero... não espero...
E eu quero te sentir em mim bem fundo
Transpassando íntimo meu mundo
Ordenha tua égua leiteira
Emprega tua chibata açoiteira
Faculta teus afagos e arranhões
Apeia minha buceta com aguilhões
Monta no meu lombilho
Encilha as tiras de lonca, em laço enrodilho

Aff...!!
Me entrego ao queimor do teu calor
No galgar das minhas ancas sobre o meu pelego
Que as minhas estâncias arrola
Entranhas inchada da minha cola
Cincha minha lombada em invernada
Num vai e vem que entorpece...
Milimetricamente enlouquece
Puxa meu cabresto me fazendo gozar
E então... depois libo teu leite em dose cavalar!




  Cléia Fialho

sábado, 6 de março de 2021

DELÍCIA COMPARTILHADA



Uns beijos gostosos
acendem na pele um segredo antigo,
tua boca busca a minha
como se o mundo acabasse
no próximo suspiro.

Doce sabor de pecado
escorre no canto do riso,
teus lábios provam caminhos
que a gente inventa na hora,
tropeçando em desejos
que não cabem em palavra.

Delícia compartilhada,
teus olhos dizem “fica”
enquanto minhas mãos aprendem
o mapa quente do teu corpo.
O quarto some, o relógio mente,
só resta o toque lento,
esse arrepio que se repete,
beijo após beijo,
como se o desejo fosse eterno.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 5 de março de 2021

DESEJOS MAIS ÍNTIMOS



Rendo-me aos desejos mais íntimos, no universo sensual de nossos corpos,
Exploramos o prazer em versos ardentes, nosso momento de paixão sem limites.
Teus lábios, como pétalas suaves, me levam à loucura com um simples toque,
E nas curvas de teu corpo deslizamos, doce delírio que em nossos sentidos brota.
Em cada verso que teus olhos deslizam, a leveza do desejo se manifesta,
Nossas almas se encontram num abraço, embriagados pela essência do amor.

Teus suspiros ecoam na melodia da noite, enquanto nossos corpos se aconchegam,
Teu prazer se perde em meus abraços, e o êxtase em ti se torna um poema.
Nossa lascívia é a perfeita sinfonia, onde a volúpia domina nossos sentidos,
E em cada beijotrocado com fervor, nasce um desejo, eterno e profundo.
A cada idéia, em nossas mentes insanas, a paixão transborda em ondas intensas,
Traduzindo o desejo que nos consome, em um poema metafórico e ardente.

Nossos corpos dançam em ritmo frenético, explorando os segredos da luxúria,
E em cada verso entrelaçado a ti, vivemos nossa história de amor e desejo.
Nossas palavras se tornam chamas vivas, e as odes se transformam em carícias,
Desvendando os mistérios do prazer, num poema, sensível e transcendente.
Neste versejar, rendo-me a tua essência, desvendando a trama de nosso desejo,
Um convite para que nossa paixão floresça, entre os estrofes escritas com deleite.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 4 de março de 2021

ENTRE SILÊNCIOS E SORRISOS



Te encontrei sem procurar,
como brisa que chega sem aviso,
sem promessa, sem razão —
só presença.

Teu olhar não pediu licença,
mas ficou.
Ficou no canto dos meus dias,
nas pausas longas do pensamento.

O amor, eu descobri,
não grita,
não pesa,
não prende.

Ele dança devagar
no compasso das escolhas simples:
um café dividido,
um passo junto,
um silêncio compreendido.

E se amanhã for vento,
que seja leve,
como agora.
Mas se for raiz,
que cresça onde os pés já sabem
chamar de casa.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 3 de março de 2021

terça-feira, 2 de março de 2021

DOCE COMPANHIA



Dedos entrelaçadinhos
Um caminhar juntinhos
Doce companhia

E o mundo vai ficando distante
como se a rua fosse só nossa
e o tempo, um instante

Teu passo acompanha o meu
sem pressa, sem destino
apenas esse aconchego que nasceu

No silêncio que sorri entre nós
há um brilho de ternura contida
como se o amor falasse a sós

E seguimos assim… tão leves
eu em ti, tu em mim
em caminhos breves, porém eternos, suaves.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 1 de março de 2021

VÉU DA MEIA NOITE




Sob o véu da meia-noite
Nossos segredos ganham asas de açoite
Teu olhar profundo como o abismo

Minha pele anseia pelo teu toque de cinismo
Beijos escarlates em tua pele pálida
O gosto da luxúria, doce e insípida

Dançamos no limiar da escuridão

Unidos pela paixão, nossa única redenção.




  Cléia Fialho