TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 23 de outubro de 2022

VOEJAR NA PAIXÃO



Em cada toque, a alma a flutuar
Como um pássaro, leve a suspirar
Na dança do amor, vamos esvoejar.

Teus lábios são brisa a me embalar
Em sonhos e fantasias, juntos a amar
Neste céu de estrelas, a nos guiar.

No calor do abraço, o mundo a parar
As batidas do peito suave ecoar
Neste voo eterno, não quero pousar.

Voejar na paixão, liberdade a dançar.




  Cléia Fialho

O Experimental Decanato Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes

sábado, 22 de outubro de 2022

HISTÓRIAS VIVIDAS



Tantas histórias vividas
Entre risos e emoções.
Por pessoas tão queridas
Em lembranças e lições.

Contos de paixão e de dor
No encontro do amor.
Turbações tão sentidas
Com legados sem prisões.
Tantas histórias vividas
Entre risos e emoções.

Passos deixam suas marcas
Nos caminhos percorridos,
Almas fortes, almas frágeis
Em destinos entrelaçados.
Cada instante fez morada
Na memória iluminada,
Como versos esquecidos
Que retornam com canções.
Tantas histórias vividas
Entre risos e emoções.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

INCÊNDIO DE CORPOS



É sempre igual, mas nunca o mesmo,
quando me perco em ti,
devoro tua essência em delírio,
sou chama que percorre tua pele,
como dedos que inventam música
num piano que desconheço,
mas cujo som vibra em tua carne.

Conheço o mapa secreto do teu ser,
a escrita escondida nos contornos,
a caligrafia que só minhas mãos decifram.
Há um gosto de eternidade em tua entrega,
um sal que me enlouquece,
um doce que me arrasta ao abismo.

Perdidos, somos tempestade,
somos vertigem sem destino,
corpos que se confundem,
lençóis que se tornam mares,
onde naufragamos sem medo.

Sou fome que não se sacia,
sou sede que não se apaga,
sou animal que devora,
sou loucura que não pede licença.

Entre nós não há fronteiras,
há apenas o choque dos corpos,
a explosão sem freio,
a entrega sem retorno. 

Somos selvagens,
somos feras em delírio,
somos vertigem e queda,
somos fogo que não se apaga.

Sou tua, és meu,
numa dança selvagem,
num ritual de fogo e vertigem,
onde cada gesto é delírio,
cada toque é universo,
cada encontro é infinito.

Amamos, nos devoramos,
somos feras e ternura,
somos carne e eternidade.
E sempre é igual,
mas sempre é diferente,
porque em ti me reinvento,
porque em mim te perdes.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

terça-feira, 18 de outubro de 2022

FERAS EM DANÇA SELVAGEM



Guardo-te em mim como quem guarda relâmpagos,  
fecho o corpo para conter o vendaval,  
escrevo no ventre brasas dispersas,  
sinto tua presença ainda a se multiplicar.  

Vem, meu delírio, repousa no meu caos,  
a noite é vasta, o corpo é chama breve,  
bebe minha boca, devora meu destino,  
tenho fome — e a lua se curva leve.  

Teu toque é incêndio que não se apaga,  
minha pele é campo aberto à vertigem,  
cada gesto nos arrasta ao abismo,  
cada suspiro é trovão que nos fere.  

Somos feras em dança selvagem,  
rasgando o silêncio com dentes de sombra,  
no leito se escreve a fúria do mundo,  
e o poema sangra até a última dobra.  

E quando o cansaço não nos alcança,  
quando o tempo se dissolve em cinzas,  
resta apenas o eco da tormenta,  
um grito que arde, um fogo que não termina. 




  Cléia Fialho

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

domingo, 16 de outubro de 2022

sábado, 15 de outubro de 2022

NOSSO COITO FEROZ




Com garras e força, me jogo em teu mundo,
Sou mulher leoa, selvagem e atrevida,
Entrego-me ao prazer intenso e profundo,
Com um rugido forte, me faço sorvida.

Meu olhar penetrante, um brilho intenso,
Revela a determinação que me consome,
Eu quero, ataco e te deixo indefenso,
Uso e abuso, até saciar a minha fome.

Com unhas e dentes, pomposo tesão,
Sou felina no cio, com estro e fissura,
Te envolvo em uma gostosa adesão.

O teu corpo suado é sedutora sinura,
Conchegado ao meu numa total coesão,
Nosso coito feroz é símbolo de bravura.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

FOGO INDÔMITO



Em mim te guardo, como quem colhe tempestades,
fecho o corpo para não deixar escapar,
escrevo no ventre relâmpagos dispersos,
sinto tua presença ainda a se multiplicar.

Teu toque é incêndio que não se apaga,
minha pele é campo aberto à vertigem,
cada gesto nos arrasta ao abismo,
cada suspiro é trovão que nos fere.

Vem, meu delírio, deita-te ao meu lado,
a noite é vasta, o corpo é chama breve,
bebe minha boca, devora meu fado,
tenho fome — e a lua se ergue leve.

Somos feras em dança selvagem,
rasgando o silêncio com dentes de sombra,
no leito se escreve a fúria do mundo,
e o poema é desejo até a última dobra.




  Cléia Fialho