TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

NA LATÊNCIA DO AMOR



Na entrega da luxúria, o encaixe lascivo
Desperta-se o fogo, o desejo mais proibido
É a união dos cernes que se fundem num só
Viçosidade deleitosa, que nos prende feito nó.
 
Entre gemidos e palavras sussurradas ao ouvido
Galgando em meu corpo num prazer convertido
É a fusão das peles, a entrega sem prudências
Juntura libertina, linhas curvas, a inerência.
 
Em cada verso ouve-se um eco do prazer
Esculpindo arrepios na pele, desejo acrescer
Na latência do amor, que se faz acontecer.
 
No vértice do êxtase, os gozos a verter
No prazer do instante, a vida então revela
O estro alucinado, do amor de duas feras.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

TEU OLHAR ENCONTRA O MEU



No silêncio da noite, em sombras frias
Traçamos um plano de fuga audaz
Fugir do mundo, das rotinas vazias
Em busca de um amor de forma voraz.
 
Na penumbra, teu olhar encontra o meu
E a chama do desejo incendeia o peito
Na alvorada, meu corpo sente o teu
Numa jornada em que o medo é desfeito.
 
Nossos passos, como sonhos, vão seguir
A estrada escura, mas juntos, sem temer
No horizonte, um novo mundo a descobrir.
 
E, no abraço da noite que há de vir
Nós dois seremos um, sem mais sofrer
No plano de fuga, o amor vai nos unir.




  Cléia Fialho

domingo, 5 de fevereiro de 2023

MAPA DA PELE




Em curvas e caminhos, exploramos o desejo
No mapa da pele, encontramos o ensejo
Sussurros e palavras que acendem a chama

Desvenda labirintos, poetiza nossa trama
O silêncio precede o êxtase em gemidos
Desbrava enredos outrora perdidos

Na fusão de corpos, a poesia se entrelaça
Deslinhando segredos nas carícias que abraça.




  Cléia Fialho

Linda interação do amigo poeta POETA OLAVO

Por baixo sussurrando
Ou por cima cavalgando
Você levanta o meu astral
Numa transa sem igual

 GRATIDÃO 
Doce e cativante interação do amigoe nobre poeta Luís Xavier

Em tempos de aplicativos,
Vamos a qualquer lugar?
Mas os mapas instintivos
Nós precisamos consultar.

 GRATIDÃO 
Doce e cativante interação do amigo e nobre poeta ValRangel

No silêncio, o amor se apresenta mais bonito,
num sexo de libra
de sussurros infinitos
com carícias de mímicas
nos gozos mais preferido

 GRATIDÃO 
Doce e cativante interação do amigo e nobre poeta DECIO GOODNEWS

A POESIA ACONTECE
O ABRAÇO TECE
A TEIA EMOÇÃO
O MOMENTO SE DESVANECE
EM TROCAS DE GRATIDÃO

 GRATIDÃO 

sábado, 4 de fevereiro de 2023

EXPRESSANDO EMOÇÕES



Na liberdade dos versos, minh'alma se expande,
A poesia flui como um rio, sem margens a me prender.
Palavras dançam em harmonia, sem amarras ou correntes,
Expressando emoções, deixando a imaginação correr.
 
A poesia livre é como pássaro em pleno voo,
Sem gaiolas nem limites, ela se lança ao infinito.
Explora as profundezas da mente, os recantos d'alma,
Em cada verso, revela-se um universo escondido.
 
Não há regras ou normas a seguir,
Apenas a liberdade de expressar o que se sente.
As palavras ganham vida, ganham asas,
E voam livres, levando consigo a essência da mente.
 
Na poesia livre, encontro o meu refúgio,
Um espaço onde posso ser quem realmente sou.
Deixo-me levar pelas ondas dos sentimentos,
O versejar me envolve, me acolhe e eu me dou.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

DELÍRIO CLANDESTINO



Dispensei o discurso, as palavras eram inúteis.
Meus olhos confessaram os crimes mais sujos
quando os teus lábios colidiram com os meus.
Tua palma esmagou meus mamilos,
tua garra afundou na minha fenda,
um único dedo teu retorcendo a minha espinha,
me fazendo inundar o escuro por ti.

Mas o cenário era uma armadilha.
Aperto, sufoco, o barulho do mundo ao redor.
Não dava para travar minhas pernas na tua cintura,
faltava teto, faltava espaço para te cavalgar com fúria.
Fiquei privada de te ver perder o juízo 
sob o comando da minha boca,
de arrastar minha língua pelo teu ferro erguido, insano.

Ainda assim, rompi o bloqueio.
Minha mão tateou e encontrou a tua rigidez de pedra,
babando o licor denso do teu cio.
Colhi o fluido com os dedos 
e mudei o gosto da minha saliva,
provando o teu veneno na ponta da língua.
Que loucura maldita.

Faltou o abate final.
O golpe de misericórdia, a estocada brutal e triunfante,
onde a minha carne faminta 
sugaria o teu centro até o caroço.
Faltou o rugido abafado, o espasmo sincronizado,
a detonação crua de dois bichos engaiolados,
estourando a represa dessa luxúria presa.

Mas a marca está feita.
Sou tua propriedade.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

ME FAZ DELIRAR




Noite estrelada, a nos inspirar
teu olhar em chamas
que me faz delirar.

Silêncio ardente nos envolve,
constelações tremem no ar,
teu sopro roça minha pele
como promessa a incendiar.

E entre luzes e desejos,
me perco no teu luar,
pois amar-te assim, tão perto,
é aprender a eternizar.




  Cléia Fialho

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

ECO DE UMA CANCÃO



Desejo
A fome que me rói
não tem nome,
mas tem a forma
da tua mão
na minha cintura.

Um desejo
que se aninha
nas rugas do tempo,
como um pássaro
que não encontra
o seu ninho.

É a sede
de terras desconhecidas,
de mares
que a memória
nunca navegou.

É o murmúrio
das coisas que não digo,
o silêncio
que grita
o teu nome.

Um corpo
que procura outro corpo,
não na carne,
mas no eco
de uma canção
esquecida.

O sol que se apaga
e a ânsia
de acender
uma nova estrela
no céu da noite.

Desejo,
essa urgência
de ser
e de ter
o que sempre
esteve
tão perto
e tão longe.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

O VENTO




O vento
O vento sopra com doçura e vigor
Levando
Levando consigo o perfume das flores
Abraço
Abraço invisível que acalenta o calor
Ele
Ele é mensageiro de muitos amores.

Ele
Ele brinca com os cabelos ao passar
Sussurra
Sussurra segredos ao pé do ouvido
Carinho
Carinho suave que me faz suspirar
Versejando
Versejando em momentos perdidos.




  Cléia Fialho

O Experimental Poeko é uma criação
Da Poeta 
Christiano Nunes

domingo, 29 de janeiro de 2023

PÁGINAS ESCRITAS DO AMOR



Prazer é um sol que desponta  
no cume das montanhas,  
ocultando segredos nas nuvens.  

É um riso compartilhado em um café,  
um abraço que aquece o inverno,  
a dança suave das folhas ao vento,  
um olhar que revela mundos.

Nos gestos simples,  
encontro o sabor da vida,  
a essência do momento,  
o toque de mãos que se entrelaçam,  
o doce sussurro das lembranças  
que flutuam como pássaros  
no céu azul do nosso sorriso.

Prazer é a cor do pôr do sol,  
o perfume da terra molhada,  
o som do mar que beija a areia,  
é a luz que escorrega pelo dia,  
abrindo espaços na saudade,  
refrescando a alma,  
como a chuva que cai no deserto.

É a música que ressoa  
nos cantos de nossa história,  
nas páginas escritas do amor,  
alegria escondida entre os versos,  
a liberdade de um sonho ao amanhecer,  
onde cada instante é um convite  
a celebrar o que é simples,  
o que é verdadeiro.




  Cléia Fialho

sábado, 28 de janeiro de 2023

NAS ONDAS DO DESEJO



Nas sombras da noite, um olhar se acende,
Como brasa viva, que o vento não apaga.
Toques sutis percorrem a pele,
Despertando arrepios, como notas de uma canção.

 — Encontro de Almas — 

Em um sussurro, seus olhos falam
Histórias antigas, de tempos esquecidos.
O desejo é o guia, no labirinto dos sentidos,
Onde cada curva leva a um novo prazer.

 — Dança de Corpos — 

Corpos se movem, como marés,
Indo e vindo, num ritmo próprio.
A suavidade de um beijo, uma promessa selada,
Corações que batem em sincronia, numa dança apaixonada.

 — Alquimia do Amor — 

Nos lábios, o sabor de um sonho,
Mistura de mel e tentação.
O tempo para, enquanto o mundo gira,
Em torno do nosso universo particular.

 — Amanhecer — 
E quando o sol lentamente desperta,
Ainda presos no calor dessa noite intensa.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

É UMA ILUSÃO TOLA




Na escuridão profunda, ressábios se escondem
Delíquio de ventura, em sombras se perdendo
É uma ilusão tola e fanal, lágrimas vertendo.

Expressa melancolia que no peito vai crescendo
Em sombrios corredores, o dartro se espalha
A pele pálida sucumbe, a dor não se cala.

A alma envenenada, em agonia se agacha

Na escuridão eterna, a esperança é bonacha.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

RUÍNAS DO PASSADO



Castelos abandonados, ruínas do passado
Segredos obscuros, mistérios enterrados
Janelas quebradas, portas enferrujadas
Testemunhas mudas de histórias macabras.

Lápides eretas no cemitério sombrio
Onde as almas penam, em tormento frio
As lágrimas de sangue mancham o chão
Lamentos ecoam na escuridão.

Pálidas rosas vermelhas, símbolo de dor
Desabrocham na escuridão com esplendor
Esqueletos dançam ao som do órgão funesto
Envolvidos pela melodia do protesto.




  Cléia Fialho